Macron convida líderes da UE (incluindo Zelensky) para o discurso do Papa em Metz

Foto: Narcin Mazur/cbcew.org.uk | FotosPúblicas

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19 Setembro 2026

O Papa visitará o local de nascimento de Robert Schuman, um dos pais da União Europeia, para o encontro sobre "as raízes da Europa para a paz e a unidade".

A informação é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 17-09-2026.

Metz, cidade natal de Robert Schuman, um dos pais fundadores da União Europeia, se tornará a capital do Velho Continente em 28 de setembro, durante a visita do Papa à cidade para proferir um discurso sobre as raízes da Europa. Ele não estará sozinho. Para este evento, o presidente francês, Emmanuel Macron, convidou todos os chefes de Estado dos 27 países membros da UE, bem como outros líderes, como Volodymyr Zelensky. Conforme noticiado pelo jornal La Repubblica, ele já recebeu uma recusa: a de Giorgia Meloni. Os convites foram enviados no início desta semana.

"Às Raízes da Europa pela Paz e Unidade" é o título do encontro, que acontecerá no Centro de Conferências Robert Schuman, em Metz. A presença do Papa, cuidadosamente escolhida pelos organizadores, é interpretada por muitos como uma declaração do pontífice sobre a crise global e o declínio do papel da Europa como farol da civilização em tempos de polarização, guerras e ressurgimento do populismo de extrema-direita, de Trump ao AfD na Alemanha. Vale ressaltar também que, em novembro próximo, a França poderá se tornar o primeiro membro fundador da União Europeia a ter um chefe de Estado de extrema-direita desde a Segunda Guerra Mundial.

Nesse sentido, o discurso do Papa é mais aguardado do que nunca. E um dos que compreenderam bem essa situação é Macron, daí seus convites a importantes líderes europeus. No dia seguinte ao discurso, o presidente francês visitará a Espanha. Isso também não é coincidência. Nem a possível presença de Zelensky, ícone da resistência do projeto europeu à investida de Putin.

O arcebispo Philipp Ballot de Metz disse ao Le Point que "Leão XIV não fará um discurso perante o Parlamento Europeu em Estrasburgo ou a Comissão Europeia em Bruxelas, mas sim em Metz", um território que "vivenciou três guerras, duas delas guerras mundiais", e que "foi anexado duas vezes antes de experimentar em primeira mão a reconciliação franco-alemã, que o próprio Robert Schuman personifica, já que nasceu de mãe luxemburguesa e pai moselense, que na época era alemão e mais tarde francês. Que lugar melhor para falar de paz, unidade e reconciliação do que esta terra onde inimigos se tornaram amigos…?"

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