Repetição ou sequência? Como nacionalistas, teocratas e magnatas da tecnologia viraram as costas para um futuro compartilhado. Artigo de Naomi Klein e Astra Taylor

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17 Setembro 2026

“O fascismo surge sempre em tempos de crise aguda. Isso foi certamente verdade durante o período em que Benito Mussolini e Adolf Hitler ascenderam ao poder. A Primeira Guerra Mundial matou milhões de pessoas, devastou economias e encheu as cidades de órfãos, viúvas e veteranos deficientes empobrecidos. No entanto, o fato de agora vermos sistemas fluviais imponentes e vitais sujeitos a tamanha pressão nos lembra que as crises atuais são muito diferentes daquelas que, há um século, levaram as populações a buscar líderes autoritários e bodes expiatórios. Elas têm uma escala mais planetária e, consequentemente, um alcance mais existencial e apocalíptico”. A reflexão é de Naomi Klein e Astra Taylor, em artigo publicado por Financial Times e reproduzido por Sin Permiso, 13-09-2026. A tradução é do Cepat.

Naomi Klein é jornalista e ativista. Autora, entre outros livros, de A doutrina do choque: a ascensão do capitalismo do desastre (Nova Fronteira).

Astra Taylor é documentarista, escritora e ativista. Autora, entre outros livros, de The Age of Insecurity: Coming Together as Things fall Apart (House of Anansi Press).

Eis o artigo.

À medida que o calor implacável e a seca reduziram seu nível de água neste verão, o rio Danúbio começou a revelar seus segredos. Como monstros emergindo das profundezas do tempo, os restos submersos da Segunda Guerra Mundial têm vindo à tona gradualmente.

Na Sérvia, o rio seco expôs pelo menos 20 navios nazistas, alguns ainda carregados com munições não detonadas. Na Hungria, revelou uma motocicleta militar nazista, coberta de lama quente, não muito longe das medalhas enferrujadas e das placas de identificação de dois soldados alemães. Na Eslováquia, um pedestre se deparou com uma enorme bomba de 680 quilos saindo do leito do rio que baixou de nível devido à estiagem, plantada pela Força Aérea Real Britânica. As autoridades eslovacas tiveram que transportar com extremo cuidado o dispositivo, que permaneceu submerso por mais de 80 anos, e detoná-lo enterrado em grande profundidade.

Para muitos observadores, essas aparições fantasmagóricas e ameaçadoras do passado europeu parecem menos uma curiosidade histórica do que uma metáfora excessivamente literal: a maneira que a natureza encontrou para confirmar o ditado de William Faulkner de que “O passado nunca morre. Ele sequer é passado”.

A sensação de que a história está se repetindo é corroborada por uma vasta quantidade de dados. Ao longo do Danúbio, a última década trouxe uma onda de nostalgia por uma época em que a “civilização europeia” reinava suprema, e cada onda da extrema-direita flerta com mais ousadia com políticas e slogans raciais que supostamente deveriam ter sido enterrados com a dissolução do Terceiro Reich.

A magnitude desse ressurgimento ficou evidente na Conferência de Segurança de Munique, no início de 2025. Lá, o recém-empossado vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, repreendeu os líderes europeus por manterem uma barreira política contra partidos de extrema-direita antes intocáveis. Ele também fez um esforço especial para se encontrar com o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que divulgou propostas para a “remigração” de um grande número de pessoas e cujo ex-co-líder certa vez chegou a descrever a era nazista como uma “mancha de cocô de pássaro” na história do país. O partido agora está prestes a obter ganhos eleitorais em pelo menos um estado.

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Mais a leste, ao longo do Danúbio, o Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), fundado em 1956 por um ex-oficial nazista, é mais popular do que em qualquer outro momento da sua história, e Walter Rosenkranz, um membro importante do FPÖ, agora ocupa o segundo cargo mais importante do país. No ano passado, o chefe de gabinete de Rosenkranz foi forçado a renunciar após a divulgação de que uma investigação oficial sobre o grupo de extrema-direita Separatistas Saxões havia descoberto um esconderijo de munição e objetos nazistas em uma propriedade ligada a ele, embora ele negasse morar ali.

Coincidentemente, o grupo no centro da controvérsia tem as iniciais “SS” — e, também por coincidência, Elon Musk, um declarado apoiador do AfD e de outros grupos europeus de extrema-direita, expressou sua gratidão aos eleitores de Trump em janeiro de 2025 de uma forma que muitos interpretaram como uma saudação nazista. (Musk minimizou a controvérsia, publicando em sua plataforma X: “Francamente, eles precisam de truques sujos melhores. O ataque de ‘todo mundo é Hitler’ está tão batido”.)

Assim como os navios de guerra afundados ficaram expostos pela descida do nível das águas do Danúbio, o fascismo parece estar ressurgindo – na Europa, nos Estados Unidos e muitos outros lugares. Contudo, tendo recentemente terminado um livro sobre as características distintivas do fascismo contemporâneo, sentimo-nos desconfortáveis com comparações históricas lineares. Em vez disso, se quisermos compreender a extrema-direita atual, faríamos bem em olhar para além das relíquias enferrujadas e concentrarmo-nos no estado alarmantemente seco do leito do rio.

O fascismo surge sempre em tempos de crise aguda. Isso foi certamente verdade durante o período em que Benito Mussolini e Adolf Hitler ascenderam ao poder. A Primeira Guerra Mundial matou milhões de pessoas, devastou economias e encheu as cidades de órfãos, viúvas e veteranos deficientes empobrecidos.

No entanto, o fato de agora vermos sistemas fluviais imponentes e vitais sujeitos a tamanha pressão (enquanto, a milhares de quilômetros de distância, inundações glaciais destroem aldeias inteiras) nos lembra que as crises atuais são muito diferentes daquelas que, há um século, levaram as populações a buscar líderes autoritários e bodes expiatórios. Elas têm uma escala mais planetária e, consequentemente, um alcance mais existencial e apocalíptico.

Tanto Hitler quanto Mussolini estavam preparados para desencadear uma violência monstruosa e ilimitada. Mas ambos morreram antes do famoso teste Trinity: eles não chegaram a conhecer um mundo em que os seres humanos possuíssem o poder das armas nucleares. Nem compreenderam que os escapamentos e as chaminés poderiam alterar a composição química do nosso planeta. Nem puderam imaginar que um único indivíduo pudesse possuir mais riqueza e poder tecnológico do que a grande maioria das nações.

Os fascistas de hoje não conhecem um mundo sem essas armas e perigos em escala planetária, e desenvolveram sua ideologia violenta em paralelo a eles. Esses fatos simples significam que não estamos diante de uma repetição do autoritarismo do passado. Na verdade, trata-se de uma sequência que nos leva a lugares nunca antes vistos. Chamamos esse novo e arrepiante fenômeno de “fascismo do fim dos tempos”.

Na década de 1950, após fugir dos nazistas, o filósofo judeu-alemão Günther Anders refletiu sobre a mudança radical trazida pela era atômica: “Como somos os primeiros seres humanos responsáveis pelo apocalipse, também somos os primeiros a viver sob sua ameaça”. Pela primeira vez, observou, a perspectiva da extinção da humanidade – do onicídio – estava em discussão. “Todas as outras supremacias representavam apenas uma ameaça parcial; aniquilavam apenas entidades individuais: ‘apenas’ seres humanos, ‘apenas’ cidades, ‘apenas’ reinos, ‘apenas’ culturas… mas nós continuávamos nos safando (se esse ‘nós’ for entendido como referência à humanidade)”.

Hoje, tais garantias não existem, especialmente porque a inteligência artificial exacerba uma série de riscos existenciais, incluindo o consumo em grandes quantidades de energia que contribui para o aquecimento global, o fomento de níveis de concentração de riqueza que ameaçam a democracia e o aumento da ameaça da tecnologia descontrolada.

Trinta anos atrás, o filósofo e teórico italiano Umberto Eco – que viveu o regime de Mussolini na Itália – observou que o fascismo sempre teve um “complexo de Armagedom”, e explicou que “já que os inimigos devem ser derrotados, deve haver uma batalha final, após a qual o movimento terá o controle do mundo”.

Mas, como Anders compreendeu, embora a violência que os fascistas europeus infligiram a seus grupos marginalizados internos e inimigos externos fosse de fato apocalíptica, eles geralmente não previam tanto o fim do mundo em si, mas a destruição de partes específicas dele. A maioria vislumbrava um futuro em que as guerras terminariam e um corpo nacional purificado, rico e estável emergiria.

É importante ressaltar que essa promessa de um futuro estável não era apenas para os ricos, mas também para a classe trabalhadora. Os nazistas prometeram a seus seguidores arianos terras agrícolas confiscadas dos eslavos e casas tomadas dos judeus, conectadas por uma nova e robusta infraestrutura construída por meio de grandes projetos de obras públicas. Era um sonho horripilante e banhado em sangue, mas para os membros do grupo, os benefícios eram tangíveis.

É aqui que Donald Trump e os outros líderes da extrema-direita em seu círculo se afastam radicalmente de seus antecessores. Sim, durante as campanhas eleitorais, eles brandem diversas visões de uma era dourada para sua base: um retorno aos empregos industriais da década de 1950, com esposas tradicionais e filhos obedientes esperando em casa, ou a esperança de que as criptomoedas instaurem a liberdade econômica. Mas os robôs parecem querer todos os empregos e, depois de enriquecerem generosamente a família Trump, as criptomoedas também não estão cumprindo suas promessas.

Enquanto isso, os políticos e as elites empresariais que promovem o fascismo do fim dos tempos parecem não ter planos para um futuro estável e acessível àqueles que não são ricos. Em vez disso, apostam em “tempos difíceis” permanentes, como disse certa vez o CEO da Palantir, Alex Karp, imaginando um mundo em que grupos relativamente pequenos sobrevivem, protegendo a si mesmos e suas riquezas mesmo em meio ao caos, aos conflitos e aos desastres em cascata.

Deste modo, o fascismo apocalíptico oferece pouco mais do que a oportunidade de acreditar em uma de suas visões de sobrevivência entrincheirada. Talvez seja o sonho de se fundir com máquinas “superinteligentes” e evitar se tornar parte do que os programadores do Vale do Silício agora chamam com naturalidade de “classe marginalizada permanente”. Talvez seja a ideia de manter “os da sua espécie” segura dentro de um Estado-nação racialmente purificado, permanentemente cercado por muros e fortificado contra os necessitados em um mundo em chamas. Talvez (se você for rico o suficiente) seja a possibilidade de ocupar um assento em uma das naves espaciais de Musk equipadas com um chip da Neuralink, já que ele afirma querer salvaguardar o destino da nossa espécie nos tornando “multiplanetários”. Em cada caso, o destino deste mundo – e a possibilidade de um futuro compartilhado e sustentável – está sendo sacrificado.

Para sermos claros, o fascismo do fim dos tempos não é um bloco monolítico; o fascismo sempre é muito mais caótico do que isso. Em vez disso, é uma aliança conflituosa e perigosa de três facções principais: os fundamentalistas religiosos, os aceleracionistas tecnológicos e os etnonacionalistas militantes.

Até pouco tempo atrás, uma visão de mundo verdadeiramente apocalíptica se limitava aos cantos mais radicais da direita religiosa. Seus teocratas e crentes fervorosos vasculhavam os eventos atuais em busca de sinais de que o Dia do Juízo Final era iminente, convencidos de que seriam arrebatados para o céu enquanto os remanescentes da civilização humana mergulhavam no caos e no Armagedom. Agora, esses extremistas conseguiram se tornar uma força significativa dentro dos governos dos EUA e de Israel, onde perseguem uma política de conflito militar estratégico com o objetivo de cumprir o que acreditam ser uma profecia bíblica. Justamente esta semana, JD Vance refletiu em uma entrevista sobre como suas ações poderiam provocar o “fim dos tempos”, admitindo que “não se surpreenderia se o Anticristo estivesse entre nós” – um eco de seu mecenas e mentor, Peter Thiel.

De fato, uma atitude messiânica e milenarista passou a permear o Vale do Silício, onde titãs da tecnologia competem para criar divindades digitais que, segundo eles, trarão a terra prometida ou destruirão tudo. (Como disse Sam Altman certa vez, a IA “provavelmente, muito provavelmente, levará ao fim do mundo, mas, enquanto isso, haverá grandes empresas”.) Um niilismo semelhante sustenta a obsessão com as “invasões” de fronteiras e a ideologia da “grande substituição”, assim como a afirmação apocalíptica de que a imigração é uma forma de “suicídio” e de “apagamento” cultural (que é a única parte da aliança com apelo real para as massas).

O que impressiona é a ausência, em todas essas visões arraigadas, de qualquer plano para realmente abordar as causas das nossas crises coletivas mais urgentes; pelo contrário, parece haver uma determinação em acelerar a calamidade em todas as frentes. O que nos leva de volta ao verão europeu de calor e seca sem precedentes.

Durante esse mesmo verão brutal que expôs essas relíquias nazistas, 16.000 mortes acima da média foram registradas em uma única semana em toda a Europa, e vastas áreas do continente queimaram, deslocando centenas de milhares de moradores. Enquanto os espanhóis fugiam em busca de segurança, Santiago Abascal, líder do partido da extrema-direita Vox, apontou o dedo para o “fanatismo climático” e a corrupção governamental, que, segundo ele, alimentaram os incêndios.

Abascal também mudou rapidamente o foco, desviando a atenção dos desastres climáticos que os europeus estavam vivenciando para a suposta emergência migratória no Norte da África. Ele rotulou falsamente as dezenas de milhares de migrantes que cruzaram para Ceuta no final de julho como um “exército invasor” com a intenção de estuprar e saquear (ignorando que Ceuta faz parte da Espanha justamente por causa de séculos de invasões reais, e que quase todos os migrantes foram devolvidos ao Marrocos quase imediatamente, embora muitos tenham se afogado durante a tragédia). Abascal foi apoiado por um coro global da direita, desde Trump até o presidente argentino Javier Milei, todos alimentando uma atmosfera de pânico e histeria em torno do espetáculo de Ceuta, que continua provocando protestos contra os imigrantes um mês depois.

É um roteiro familiar: Trump repetidamente colocou as alegações de uma iminente “invasão” no centro de suas campanhas eleitorais. José Antonio Kast, o presidente chileno eleito em março, fez campanha com a promessa de construir trincheiras e muros ao longo das fronteiras com a Bolívia e o Peru. Marine Le Pen, que atualmente desfruta do que pode ser um retorno imparável na França, atacou os imigrantes em 2019, rotulando-os de indivíduos “nômades” que “não se importam com o meio ambiente; eles não têm pátria”.

Tudo isso nos leva a crer que o fascismo do fim dos tempos – com suas fronteiras fortificadas, sua ajuda externa dizimada e sua obsessão em se apoderar dos recursos escondidos sob o gelo derretido da Groenlândia – deve ser considerado uma forma distorcida e sádica de adaptação às mudanças climáticas. Agora que a realidade do aquecimento global se tornou inegável, a única coisa que resta negar é a humanidade de nossos semelhantes. De que outra forma podemos justificar que se permita que tantas pessoas morram de fome nas terras áridas da Somália, ou se afoguem em sua busca pela sobrevivência nas costas do Norte da África, ou morram em centros de detenção do ICE nos Estados Unidos?

Pesquisas mostram que os partidos de extrema-direita exercem um apelo especial sobre os jovens. Esses simpatizantes pertencem a uma geração que teme nunca ter uma casa própria, mas encontra prazer compensatório em “vencer os liberais” por meio de uma cultura de constante provocação online. Convencidos de que seu futuro foi roubado, eles compartilham memes idealizados que romantizam o autoritarismo do passado.

Da mesma maneira que os teóricos da conspiração erram nos fatos, mas acertam nos sentimentos, os fascistas do fim dos tempos exploram sentimentos profundos de insegurança e mal-estar, incluindo a ansiedade de um mundo onde as estações do ano estão se tornando imprevisíveis e onde é cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção. Dizem-nos que a razão pela qual não reconhecemos mais nossas cidades natais é o número de lojas de kebab e minaretes, e os imigrantes que vêm para nos “substituir” – e não, por exemplo, os padrões climáticos irreconhecíveis ou os executivos da tecnologia que se apressam para nos substituir por robôs e invocar suas deidades digitais.

Os líderes da extrema-direita, por sua vez, veem um lado positivo nessa incerteza e desorientação. Eles entendem claramente como a política reacionária prospera em períodos de instabilidade e conflito, e como a precariedade pode fazer com que as pessoas se voltem umas contra as outras, enquanto se agarram cada vez mais desesperadamente a qualquer resquício de proteção e privilégio que possuam.

Há um século, dinâmicas semelhantes se desenrolaram com efeitos desastrosos em toda a Europa. Mas os Estados Unidos, enfrentando crises igualmente graves, seguiram um caminho diferente. Enquanto o país lutava para se recuperar da Grande Depressão e os demagogos racistas encontravam um público receptivo, os sindicatos e líderes políticos forjaram uma alternativa.

Franklin Delano Roosevelt argumentou que o Congresso deveria aumentar os gastos do governo como parte da luta interna contra o fascismo. “A democracia, disse ele em um discurso radiofônico, desapareceu em outras grandes nações, não porque os cidadãos dessas nações não gostassem da democracia, mas porque se cansaram do desemprego e da insegurança, de ver seus filhos passarem fome enquanto assistiam de braços cruzados à confusão e à fraqueza do governo, devido à falta de liderança. Finalmente, em seu desespero, escolheram sacrificar a liberdade na esperança de ter algo para comer”. O New Deal ajudou a sufocar os extremistas políticos, promovendo a estabilidade e atendendo às reais necessidades das pessoas.

Como vimos, a história não se repete. No entanto, a lição fundamental da FDR permanece válida: não há como combater a ameaça fascista sem abordar as crises materiais reais que dificultam a resistência das pessoas a homens fortes e bodes expiatórios. Hoje, essas causas são apresentadas de forma diferente de como eram na década de 1930. Sim, ainda precisamos financiar generosamente os serviços essenciais que atendam às necessidades básicas da vida e investir em empregos bem remunerados e socialmente produtivos. Mas também devemos fazer tudo isso de uma forma que aborde os riscos existenciais globais que definem nossa época: as mudanças climáticas, as armas nucleares, a IA generativa e a riqueza e o poder desenfreados.

As pessoas já estão pressionando por esse tipo de solução. Vemos isso no movimento em rápida expansão que exige a governança democrática da IA, que está conseguindo sustar a construção de data centers até que essa governança esteja em vigor; em campanhas globais para taxar bilionários e até mesmo impor um limite de riqueza; e no número recorde de políticos estadunidenses que votam para interromper o fornecimento de armas a Israel e se opor à escalada do conflito no Irã. Isso também se reflete no renovado interesse em ações climáticas por parte de candidatos democratas insurgentes que apoiam um New Deal Verde, juntamente com assistência médica universal.

Ainda há um longo caminho a percorrer antes de termos respostas à altura das crises que enfrentamos, mas um número crescente de pessoas comuns e líderes políticos entende algo simples e urgente: que a melhor maneira de ajudar os seus vizinhos a resistir ao fascínio do fascismo apocalíptico é melhorar suas vidas aqui e agora.

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