Musk desafia Nolan: "Minha Odisseia da IA, com Mel Gibson e fiel a Homero, estará concluída ainda este ano"

Elon Musk. (Foto: Molly Riley/The White House/Flickr)

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23 Julho 2026

O magnata promete uma versão cinematográfica do poema, criada com Grok, seu modelo de inteligência artificial. "E interpretada em grego homérico." Após semanas de críticas ao blockbuster pela escolha de Lupita Nyong'o para o papel principal e pelo seu diretor, que foi chamado de "racista antibranco".

A reportagem é publicada por La Repubblica, 22-07-2026.

O magnata desafia o diretor vencedor do Oscar, usando a IA como arma. Elon Musk desafia Christopher Nolan e promete aos detratores do diretor de A Odisseia uma nova saga de Ulisses "historicamente precisa", feita inteiramente com inteligência artificial.

Depois de passar meses atacando o filme épico estrelado por Matt Damon, Anne Hathaway, Zendaya e Lupita Nyong'o com comentários racistas, o magnata da Tesla e da SpaceX anunciou que seu modelo de IA, Grok, criará um longa-metragem "fiel à arte de Homero" até o fim do ano: a tempo para a próxima temporada de premiações.

A publicação de Musk sobre o X foi acompanhada por um curta de três minutos criado por um de seus seguidores, usando o Grok Imagine para gerar um elenco totalmente branco. O magnata então endossou com um "Estou dentro" a proposta de outro seguidor de dar a Mel Gibson US$ 100 milhões para criar uma nova versão da Odisseia, "com navios, armaduras, armas e um elenco meticulosamente precisos historicamente, com todos os diálogos retirados diretamente do poema original e recitados em grego homérico".

Desde a véspera do lançamento do filme, Musk vinha criticando o projeto, particularmente irritado com a escolha da atriz afro-americana Nyong'o para o papel de Helena (e sua irmã Clitemnestra), de "braços brancos", e com a escolha de Elliott Page, um ator transgênero, que acreditava que interpretaria Aquiles: Nolan o havia escolhido, na verdade, para o papel de Sinon, um soldado grego incorporado à saga de Ulisses da Eneida.

O diretor de Oppenheimer, um "racista antibranco" segundo Musk, teria falido com seu último trabalho, de acordo com o slogan "seja politicamente correto, vá à falência". O magnata da tecnologia provou estar completamente enganado nas bilheterias. A Odisseia, que estreou mundialmente no último fim de semana e arrecadou um quarto de milhão de dólares, continua a conquistar as bilheterias mesmo durante a semana, graças à magia do formato IMAX, seu elenco repleto de estrelas e seu apelo aos jovens que mergulharam na saga de Ulisses, não apenas nos cinemas, mas também nas versões em brochura e e-book do poema homérico, e até mesmo em audiolivros: os 91 audiolivros disponíveis em 10 idiomas diferentes foram baixados, o equivalente a "mais de 43 anos de audição contínua", revelou a plataforma de streaming, observando que Odisseia se mostrou especialmente popular entre os jovens: 36% dos ouvintes são da Geração Z e 45% são Millennials.

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