15 Julho 2026
Ontem, 27 pessoas foram resgatadas após 14 dias à deriva. Para quatro delas, já era tarde demais.
A entrevista é de Alessia Candito, publicada por La Repubblica, 15-07-2026.
Oficialmente, eles estão desaparecidos. Mas horas de buscas não deram em nada, e agora eles simplesmente esperam que o mar talvez revele seus corpos. Cinquenta pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram levadas pelas águas do leste da Líbia, ao longo da rota para Lampedusa.
Os únicos dez sobreviventes que conseguiram se salvar, nadando até a ilha de El Bardaa, relataram que o barco — sobrecarregado e em mau estado, como sempre — virou repentinamente, e os mais vulneráveis desapareceram imediatamente sob as ondas. Com o verão e o mar mais calmo, as partidas se multiplicam, como acontece todos os anos. E um boletim de guerra diário chega do Mediterrâneo.
Vinte e quatro horas antes, um barco que, segundo relatos dos sobreviventes, estava à deriva havia duas semanas, foi localizado e resgatado. Mas para quatro pessoas, já era tarde demais. As outras 24, todas em estado crítico, foram levadas às pressas para o hospital, mas as autoridades líbias não divulgaram se todas sobreviveram.
Entretanto, 38 pessoas chegaram a Lampedusa em duas embarcações diferentes e igualmente precárias. Foram identificadas pela Guarda Costeira e escoltadas até o novo cais Papa Francisco, renomeado há algumas semanas para a visita do novo Papa, Leão XIV. Entre elas, estavam nove adolescentes que fizeram a viagem sozinhos e um menino tunisiano tetraplégico, que foi transferido para a costa em uma maca e levado para o ambulatório da ilha.
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