14 Julho 2026
Após a renúncia de Keir Starmer ao cargo de premiê do Reino Unido, seu sucessor, o também trabalhista Andy Burnham, tentará recuperar o apoio a seu partido. Quanto à Saúde, a relação do Estado com a empresa de vigilância e armazenamento de dados Palantir parece o tema de maior expectativa. O contrato de 330 milhões de libras entre a Palantir e o National Health System (NHS) sofre forte contestação social em razão da atuação da corporação na indústria militar, em especial em parceria com o Estado de Israel e sua ação genocida em Gaza.
A nota é publicada por Outra Saúde, 13-07-2026.
Quando foi prefeito da Grande Manchester, Burham não fechou nenhum contrato com a empresa. A expectativa é ampliada em razão de sua gestão na cidade do norte inglês ter criado seus próprios mecanismos de gestão de dados dos usuários do NHS. Além disso, outras instâncias de poder tentam rever sua relação com a Palantir, a exemplo da prefeitura de Londres, que suspendeu um contrato relativo à polícia da cidade.
Mas o governo central possui acordo com a empresa para administração de dados de usuários do sistema de saúde, ao passo que movimentos sociais como o Good Law Project questionam sua capacidade de garantir segurança e privacidade e, também por razões éticas, exigem o fim do contrato.
Leia mais
- Nos corredores da Palantir, onde a inteligência artificial aprende a arte da guerra
- Espanha. O governo fecha as portas da Telefónica e da Indra à Palantir, "a empresa mais perigosa do mundo"
- Palantir anuncia um futuro distópico. Entrevista especial com Letícia Cesarino
- Inteligência alemã desiste de usar software da Palantir
- O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond
- A proposta da Palantir. Progressismo. Artigo de Guillem Martínez
- A ideologia da Palantir explicada por Varoufakis
- Ucrânia, campo de testes da Palantir. Artigo de Peter Korotaev
- A guerra dataficada: Big Techs, soberania digital e imperialismo no século XXI
- Por trás da venda de dados sigilosos pelo Facebook. Desinformação para orientar a política
- A força oculta de quem controla os nossos dados. Artigo de Evgeny Morozov