Trump sente a ameaça dos “comunistas ateus”

Foto: Gage Skidmore | Flickr

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04 Julho 2026

O narcisista suposto xerife do mundo e senhor da guerra, Donald Trump, está preocupado com as eleições de meio de mandato. “Temos que vencer esta eleição. Esta eleição é crucial”, declarou em discurso na Coalizão Fé e Liberdade, reunida em Washington, no dia 26 de junho. Alertou que se os “comunistas ateus” – os democratas – a vencerem, eles atacarão todas as religiões, mas em particular o cristianismo”, e classificou-a como “a ameaça mais séria do nosso país desde a sua fundação”.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

O presidente dos Estados Unidos disse que se os democratas retornarem ao poder, “eles fecharão as igrejas neste país. Eles querem acabar com a religião. Eles precisam acabar com a religião porque a ideologia deles não funciona”. Discurso maroto, cuja síntese já ouvimos por aqui e talvez se escutará de novo, pois copiado da campanha dos ianques.

Trump também destacou ações de sua administração em defesa das pessoas de fé. Citou, entre elas, a criação da Comissão Presidencial sobre Liberdade Religiosa, o Escritório de Fé da Casa Branca e a Força-Tarefa da Casa Branca para Erradicar o Preconceito Anticristão. “Revoguei a sinistra Emenda Johnson, para que os pastores possam falar a verdade”, referindo-se à lei tributária federal que condicionava a isenção fiscal de uma igreja ao fato de seus pastores não fazerem declarações de apoio político.

Mencionou, ainda, as novas diretrizes federais que apoiam a oração nas escolas públicas e os esforços de sua administração para proibir o financiamento federal nas escolas que promovam a ideologia de gênero. No discurso, Trump apontou o cristianismo como a força motriz da fundação e do sucesso dos Estados Unidos.

“Nossos fundadores invocaram o Criador quatro vezes na Declaração de Independência. A fé impulsionou os pioneiros a viajarem para o oeste. A fé levou os americanos a abolirem a escravidão e a fé construiu este país, tornando-o a nação mais excepcional da história do mundo”, declarou.

Um autêntico cristão, como se lê, que trata de cuidar das questões morais, que ele próprio não tem e que apoia guerras e contendas. Como cristão, como justificar a matança de milhares de palestinos, atacar nações, como a Venezuela, e expulsar migrantes?

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