Nº de jovens ‘nem-nem’ no Brasil cai, mas ainda é maior que população de Santa Catarina

Foto: Jéssica Mendes/Beta Redação

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22 Junho 2026

De acordo com o IBGE, desde 2019, a taxa dos que não estão ocupados nem estão na escola caiu de 22,4% para 17,5%.

A reportagem é de Roberta Jansen, publicada pelo Estadão, 19-06-2026.

Embora venha caindo consistentemente o número de jovens que não estudam nem trabalham no Brasil, os chamados “nem-nem”, o País ainda conta com 8,1 milhões de pessoas de 15 a 29 anos de idade que não estão trabalhando, não estudam no ensino regular e não frequentam nenhum curso de qualificação profissional – o equivalente a 17,5% da população nesta faixa etária (46,6 milhões).

Os dados estão na nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Educação, divulgada nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número total de “nem-nem” supera a população de Santa Catarina, que é de 7,6 milhões, segundo o último Censo, de 2022. Embora a porcentagem ainda seja alta, ela representa uma queda considerável, de 4,9 pontos porcentuais (p.p.), em relação a 2019, quando 22,4% dos jovens do país não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam. Trata-se da taxa mais baixa em sete anos.

Para especialistas, os caminhos para reduzir esse contingente de jovens sem ocupação passam por fortalecer o ensino técnico e aperfeiçoar as formações para que fiquem mais alinhadas às demandas do mercado de trabalho.

O problema é ainda pior entre as mulheres. Nesta mesma faixa etária, 22,8% não estudam nem trabalham, quase o dobro da porcentagem registrada entre os homens (12,4%). A diferença pode ser explicada porque, no caso delas, muitas deixam de estudar para se ocupar do trabalho doméstico não remunerado ou ainda por causa de gravidez.

Segundo a PNAD, 40,8% das pessoas na faixa etária dos 15 aos 29 trabalham, mas não estudam nem se qualificam. Outros 16,6% dos jovens trabalham e estudam. Por outro lado, 25% apenas se dedicam aos estudos ou à qualificação. 

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.

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