A conta exorbitante nos postos de gasolina dos EUA: a guerra já custou aos motoristas US$ 41 bilhões

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18 Mai 2026

Estudo da Universidade Brown: a mesma quantia de dinheiro poderia reparar toda a rede de pontes do país.

A informação é de Flavio Bini, publicado por La Repubblica, 18-05-2026

Nos Estados Unidos, a Guerra do Golfo está cobrando seu preço nos postos de gasolina: US$ 41,5 bilhões. Esse é o custo extra de combustível que os americanos pagaram desde o início do conflito. A estimativa é de um estudo da Escola Watson de Assuntos Internacionais e Públicos da Universidade Brown, citado pelo Financial Times.

O documento sublinha que esta quantia é suficiente para reparar toda a rede de pontes do país ou para renovar completamente o sistema de controle de tráfego.

Tráfego aéreo

“Como país, estamos gastando uma quantia enorme de dinheiro com o aumento dos custos de combustível, dinheiro que poderíamos ter usado de maneiras muito mais construtivas para melhorar a infraestrutura de transporte dos Estados Unidos — que, francamente, precisa disso”, disse Jeff Colgan, professor de ciência política da Universidade Brown, ao Financial Times. “Poderíamos ter construído a infraestrutura de transporte do futuro em vez de desperdiçar dinheiro com os custos mais altos de energia associados a uma guerra que a maioria dos americanos não quer”, disse Colgan.

Aumentos recordes de preços nos EUA

Um aparente paradoxo já havia surgido nas últimas semanas: apesar de ser o maior produtor mundial de petróleo, os Estados Unidos são também o país do G7 onde os preços da gasolina mais aumentaram em termos percentuais. Isso se deve, em grande parte, ao fato de que, nos Estados Unidos, em comparação com a Europa, e a Itália em particular, os preços são mais fortemente influenciados pelo valor da matéria-prima, com uma carga tributária menor. É por isso que, apesar dos aumentos significativos, encher o tanque nos EUA continua mais barato do que aqui.

A corrida da inflação

O aumento dos preços dos combustíveis desencadeou uma forte onda inflacionária na economia, elevando os custos de produção e transporte de mercadorias. Não é coincidência que, em abril, a inflação tenha crescido no ritmo mais acelerado dos últimos três anos, enquanto os preços no atacado registraram o maior aumento desde 2022.

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