"A guerra está quase no fim", afirmam as negociações à distância entre Washington e Teerã

Arte: Alexandre Francisco | IHU

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16 Abril 2026

Estão em curso contatos para prorrogar o cessar-fogo e agendar uma nova reunião. O Irã abriu um corredor naval ao longo da costa de Omã, próximo a Ormuz.

A informação é de Francesco Manacorda, publicada por La Repubblica, 15-04-2026.

A diplomacia agora fala. A guerra com o Irã está "quase no fim", diz Donald Trump, e um acordo até o final do mês é "possível". Assim, algumas nuvens se dissipam sobre o prazo de 21 de abril, quando o cessar-fogo de duas semanas expira oficialmente. Ele poderia ser prorrogado, mas a pressão militar permanece forte. Tanto que Washington, simultaneamente às declarações de conciliação, anunciou o envio de mais 10.000 soldados para o Golfo. Os contatos entre as capitais, embora não oficiais, continuam sem cessar, e estão sendo feitos esforços para organizar uma nova rodada de negociações já na próxima semana. A data e o local ainda não foram definidos. Islamabad continua sendo uma opção, mas não antes de sábado.

Uma nova frente também se abre para Washington, desta vez interna: no final do mês, a guerra ultrapassará o limite crítico de sessenta dias, a partir do qual é necessária a aprovação do Congresso. Alguns republicanos já estão pedindo a Trump que respeite o procedimento.

Os esforços incansáveis ​​do Paquistão estão por trás das negociações internacionais. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif está viajando para a Arábia Saudita, Catar e Turquia. O ministro do Interior de Islamabad, Mohsin Naqvi, e o chefe das Forças Armadas, Asim Munir, estão chegando a Teerã, com a missão de entregar uma mensagem americana e preparar o terreno para o novo encontro. Eles são recebidos calorosamente; talvez isso também seja um sinal de que os iranianos estão buscando uma reconciliação após o desentendimento da semana passada.

Em resumo, existe uma disposição para negociar, mas as questões permanecem inalteradas: especificamente, o programa nuclear iraniano e a navegação no Estreito de Ormuz. Teerã está enviando sinais de abertura, mas também estabelecendo limites: "Não buscamos guerra ou instabilidade", afirma o presidente Masoud Pezeshkian, "mas não permitiremos que nos submetam".

A China está entrando nesse equilíbrio instável: Pequim apoia as negociações e reivindica um papel, ao mesmo tempo que rejeita as acusações de apoio militar a Teerã. Trump afirma ter escrito a Xi Jinping e recebido garantias: nenhuma arma para o Irã.

Entretanto, os países "não beligerantes" se reúnem em Paris depois de amanhã para discutir uma possível missão de segurança no Estreito: uma coalizão de países dispostos a colaborar que, pelo menos em teoria, complementaria — e não substituiria — a presença americana e abriria caminho para uma reabertura ordenada da navegação. Segundo a Reuters, o próprio Irã poderia incluir nas negociações a autorização do tráfego marítimo na parte do Estreito de Ormuz mais próxima de Omã.

Deixando a diplomacia de lado, a crise permanece centrada neste estreito. O bloqueio naval dos EUA está totalmente operacional e impede efetivamente o tráfego de e para os portos iranianos, com vários navios sendo forçados a retornar.

Mas não se trata de um fechamento completo. A passagem permanece formalmente aberta e, na realidade, alguns navios continuam a navegar. Isso é demonstrado pelo caso do petroleiro chinês com destino ao Iraque, que conseguiu atravessar o estreito em sua segunda tentativa. A situação também é fluida, como demonstra o caso de um navio iraniano que, segundo Teerã, contornou o bloqueio e passou perto da ilha de Ormuz; no entanto, não se constatou que os EUA o tenham violado, já que as regras do bloqueio proíbem a interceptação de embarcações, a menos que estejam com destino ao Irã ou partindo de portos iranianos. A guerra suspensa no estreito também significa uma constante troca de informações.

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