A Igreja precisa mudar de rumo em relação às questões de gênero

Foto: Norbu GYACHUNG | Unsplash

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08 Abril 2026

Ludger Schepers, responsável pelos assuntos LGBTQIA+ na Conferência Episcopal Alemã, está pedindo uma mudança de rumo em relação às questões de gênero dentro da Igreja Católica. Por muitos séculos, a Igreja "não apenas tolerou, mas promoveu ativamente" estruturas patriarcais, disse ele à Agência Católica de Notícias (KNA) na terça-feira.

A reportagem é publicada por Katholisch.de, 07-04-2026.

Essa visão da humanidade não tem nada a ver com a fé cristã, mas sim com interesses de poder. Quem ainda a defende hoje "trai a sua própria mensagem", disse o bispo auxiliar de Essen. A Igreja Católica precisa se posicionar claramente sobre isso, continuou Schepers. Ela não pode tolerar a discriminação. Um retorno a estereótipos de gênero ultrapassados ​​é um "beco sem saída".

"A diversidade das identidades humanas – sejam elas homossexuais, transgênero ou intersexuais – não é uma construção moderna, mas parte do plano de criação de Deus", continuou Schepers. Aqueles que excluem pessoas com base em sua identidade não estão agindo em nome da fé, mas a serviço de uma ideologia que nada tem em comum com o cristianismo.

As ofertas são insuficientes

Schepers, portanto, apela a mudanças concretas. A igualdade deve tornar-se visível no dia a dia da Igreja. Isso inclui programas para mulheres, homens e pessoas LGBTQIA+, bem como uma abordagem pastoral que leve a sério todos os gêneros. Os projetos existentes nas dioceses são importantes, mas insuficientes.

Schepers também criticou tendências nas redes sociais, como as chamadas "donas de casa tradicionais". Ele descreveu a representação de um retorno ao papel tradicional de dona de casa como uma "estética artificial sem qualquer base na realidade". Ele argumentou que interesses políticos muitas vezes estão por trás disso, buscando reforçar papéis de gênero ultrapassados. Estilos de vida pessoais estão sendo explorados para fins políticos. O retorno a papéis fixos para homens e mulheres não é uma tendência inofensiva, mas sim um problema para a liberdade e a igualdade.

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