06 Abril 2026
Primeiros três convênios para projetos de bioeconomia e de inovação na região amazônica no âmbito do PNDBio somam R$ 357 milhões.
A informação é publicada por ClimaInfo, 05-04-2026.
O governo federal lançou, na semana passada, o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). Elaborado pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Meio Ambiente (MMA) e Fazenda (MF), com participação da Comissão Nacional de Bioeconomia, o PNDBio visa promover o uso sustentável dos recursos naturais, com foco em inovação, inclusão social e geração de renda.
O Pará Terra Boa destaca o plano como uma resposta direta à crise climática, partindo do diagnóstico de que o modelo baseado na extração desenfreada de recursos naturais tornou-se obsoleto e incompatível com as exigências do mercado global. Seu foco não é apenas na conservação, mas também na transformação da base produtiva nacional, ao tratar a biodiversidade como um ativo econômico, reforçando o Capital Reset. Por meio de oito missões estratégicas e 21 metas, o PNDBio busca reorganizar setores como a agricultura, a indústria farmacêutica e a energia, utilizando a biodiversidade como matéria-prima para a inovação.
Organizado em três eixos – sociobioeconomia e ativos ambientais; bioindustrialização competitiva e produção sustentável de biomassa -, o plano deve abranger desde extrativistas até a indústria. Entre suas metas estão a ampliação do pagamento por serviços ambientais; a incorporação de novos fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS); e a concessão de novas Unidades de Conservação (UCs) para promoção do ecoturismo, detalha a Agência Brasil.
No mesmo dia do lançamento do PNDBio, o MMA assinou os primeiros três convênios para projetos de bioeconomia e inovação na região amazônica, no âmbito do plano. Os recursos somam R$ 357 milhões, oriundos do Fundo Amazônia, e atenderão a 5.500 famílias e a 60 instituições de ciência e tecnologia. Os projetos apoiados são ligados ao cooperativismo, à implantação de sistemas agroextrativistas em áreas degradadas, à compra de equipamentos e máquinas e ao fortalecimento de cadeias como as do açaí, do babaçu, de castanhas e cupuaçu, informam Folha e Poder 360.
“O PNDBio tira a bioeconomia do campo das potencialidades para o campo da implementação”, afirmou Carina Pimenta, secretária nacional de Bioeconomia. “O plano vem para responder a uma pergunta muito objetiva: como transformar esse potencial que todos enxergamos em políticas concretas”, completou.
Brasil 247, UOL, Amazonas Atual e Sputnik Brasil também repercutiram o lançamento do PNDBio.
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