Emissões do passado causarão trilhões de dólares em prejuízos econômicos futuros

Foto: Marek Piwnicki | Unsplash

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01 Abril 2026

Somente as emissões dos EUA desde 1990 causaram um prejuízo mundial de US$ 10 trilhões, mostra um estudo da Universidade de Stanford.

A informação é publicada por ClimaInfo, 31-03-2026. 

As emissões de décadas passadas causam hoje trilhões de dólares em prejuízos econômicos, e o valor continuará aumentando enquanto a crise climática progride. É essa a conclusão de um estudo publicado na revista Nature.

A pesquisa da Universidade de Stanford atribuiu um valor monetário aos danos causados às nações individualmente e ao planeta pelo dióxido de carbono emitido ao longo do tempo por países e grandes empresas. No geral, uma tonelada de CO2 emitida em 1990 causou US$ 180 (R$ 940) em danos até 2020. O valor chegará a US$ 1.840 (R$ 9.600) até 2100.

Somente as emissões dos Estados Unidos desde 1990 causaram prejuízo mundial de US$ 10 trilhões (R$ 52 trilhões), informa o phys.org. Desse montante, US$ 330 bilhões (R$ 1,7 trilhões) foi o dano ao Brasil; US$ 500 bilhões (R$ 2,6 trilhão), à Índia; e quase US$ 3 trilhões (quase R$ 16 trilhões) aos próprios EUA. Já as 2,145 bilhões de toneladas de dióxido de carbono emitidas pelo Brasil no mesmo período causaram um prejuízo que ultrapassa R$ 2 trilhões [ou US$ 385 bilhões] em danos climáticos infligidos ao planeta, detalha Marcelo Leite na Folha.

As emissões entre 1988 e 2015 da petrolífera Saudi Aramco, da Arábia Saudita – o maior emissor empresarial do mundo, segundo o estudo -, resultaram em US$ 3 trilhões (quase R$ 16 trilhões) em danos globais até 2020. Se estes gases emitidos permanecerem na atmosfera até o final do século, os danos custarão 20 vezes mais.

“Nosso estudo mostra que, devido aos impactos agravados do aquecimento no crescimento econômico, o tempo desde que as emissões ocorreram é crítico para contabilizar com precisão as perdas e danos associados às emissões passadas, bem como a análise de custo-benefício de soluções potenciais”, disse o coautor da pesquisa, Noah Diffenbaugh.

Além de medidas de adaptação e mitigação, os pesquisadores também consideram a remoção do dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa da atmosfera como uma forma de reduzir o prejuízo. Para os especialistas, se uma tonelada de dióxido de carbono permanecer na atmosfera durante 25 anos antes de ser removida, ela já terá causado metade do dano esperado.

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