25 Março 2026
Esta questão, levantada durante as sessões do último Sínodo sobre a Sinodalidade, levou ao desenvolvimento de “uma profunda reflexão sobre o desafio pastoral da poligamia, enraizada no contexto cultural, antropológico e teológico do continente africano”, e que “no plano pastoral, exclui qualquer forma de reconhecimento da poligamia”.
A reportagem é de José Lorenzo, publicada por Religión Digital, 24-03-2026.
O Secretariado Geral do Sínodo publicou hoje o relatório final da Comissão SCEAM (Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar) sobre o desafio pastoral da poligamia, no qual “reafirma firmemente a doutrina da Igreja: o casamento cristão é monogâmico por sua natureza teológica e não por imposição cultural”.
Esta questão, levantada durante as sessões do último Sínodo sobre a Sinodalidade, levou ao desenvolvimento de “uma profunda reflexão sobre o desafio pastoral da poligamia, enraizada no contexto cultural, antropológico e teológico do continente africano”, e que “no âmbito pastoral, exclui qualquer forma de reconhecimento da poligamia e recomenda que os catecúmenos polígamos não sejam batizados até que tenham assumido livremente o compromisso de contrair matrimônio monogâmico”.
“Não se trata de exclusão ou estigmatização, mas de acompanhamento paciente e respeitoso, inspirado pela misericórdia de Cristo”, afirma o relatório, acrescentando que “a dignidade da mulher está no centro deste ministério pastoral”, embora recomende uma “abordagem pastoral de proximidade” capaz de abrir as portas da Igreja àqueles que vivem nas periferias espirituais e existenciais.
La Secretaría General del @Synod_va divulga, este martes 24 de marzo, el Informe Final del Grupo de Estudio Nº 2, «Escuchar el clamor de los pobres y de la tierra», así como el de la Comisión del SECAM sobre la #poligamia. https://t.co/ZPbYbUe61Y
— Vatican News (@vaticannews_es) March 24, 2026
O relatório da SCEAM começa por reconhecer o valor sagrado da família africana, fundada na aliança entre os grupos humanos, com os ancestrais e com Deus, onde os filhos são considerados uma bênção divina e o desejo de ter numerosos descendentes é parte integrante da identidade da comunidade, segundo o comunicado divulgado esta tarde pelo Vaticano.
“É neste contexto que se situa historicamente a existência da poligamia, um fenômeno que não é exclusivo de África, mas que está particularmente enraizado nessa região e que apresenta uma grande urgência pastoral”, acrescenta, antes de recordar que, embora fosse tolerada no Antigo Testamento, é progressivamente suplantada pela revelação do Novo Testamento, em que Jesus — referindo-se ao plano original do Criador — afirma claramente a unidade e a indissolubilidade do matrimônio.”
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