Vaticano pede "coragem, apoio e paciência" para introduzir "mudanças graduais" relativamente ao papel das mulheres na Igreja

Foto: Cathopic

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11 Março 2026

O Secretariado Geral do Sínodo publica o resumo do grupo de trabalho sobre as mulheres, que destaca que a decisão, tomada por Francisco e continuada por Leão XIV, de confiar às mulheres cargos de governo na Cúria Romana "representa um modelo sobre o qual toda a Igreja é chamada a refletir".

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 10-03-2026.

"Coragem, acompanhamento e paciência são necessários para introduzir mudanças graduais que preservem a comunhão eclesial, eliminem a discriminação e construam comunidades que valorizem os dons e carismas de cada pessoa, homens e mulheres." Esta é uma das principais conclusões do Grupo de Estudos 5 do Sínodo sobre a Participação das Mulheres na Vida e no Governo da Igreja, apresentada esta tarde pela Secretaria Geral do Sínodo.

Como reflete o Cardeal Grech, "quando falamos sobre o papel da mulher na vida da Igreja, devemos estar cientes de que se trata, acima de tudo, de um fator cultural", especialmente à luz dos "profundos desafios culturais" que existem "em muitas partes do mundo" e que "devem ser reconhecidos e enfrentados".

"Com muita frequência, a maneira como vivemos nossa fé é determinada por certos aspectos culturais em vez de pelos valores do Evangelho. Nossa missão renovada é fazer da Igreja uma força que encarne o Evangelho nas culturas, promovendo o respeito pelos direitos de todos e a corresponsabilidade de acordo com a vocação de cada pessoa", enfatiza o secretário-geral do Sínodo.

O relatório final (que pode ser consultado aqui) é composto por três partes. Primeiro, um resumo do grupo e do seu método de trabalho. Segundo, uma síntese ponderada dos temas que emergiram, na qual foram ouvidas as experiências e contribuições de mulheres que ocupam posições de responsabilidade na Igreja, "a fim de discernir o que o Espírito Santo está a operar e a inspirar".

A "questão feminina", um "sinal dos tempos"

Entre os temas principais estão: "o reconhecimento de que a 'questão feminina' constitui um verdadeiro sinal dos tempos, através do qual o próprio Espírito Santo desafia a Igreja; uma atenção sinodal às Igrejas locais, com suas culturas e contextos específicos e diversos; uma abordagem relacional que valoriza a dimensão carismática da presença da mulher na vida eclesial; uma análise das decisões concretas tomadas pelos Papas Francisco e Leão XIV, cuja decisão de confiar às mulheres cargos de governança na Cúria Romana representa um modelo sobre o qual toda a Igreja é chamada a refletir".

Por fim, a terceira parte contém um catálogo dividido em seis seções:

1) Figuras femininas no Antigo e no Novo Testamento;

2) Figuras femininas relevantes na história da Igreja;

3) Testemunhos atuais de mulheres que participam da governança da Igreja;

4) O Princípio Mariano e o Princípio Petrino: Uma análise crítica;

5) Autoridade eclesiástica;

6) As contribuições do Papa Francisco e do Papa Leão XIV sobre o papel da mulher na vida e na liderança da Igreja.

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