09 Fevereiro 2026
O primeiro Pacto entre as Igrejas Cristãs na Itália foi assinado ontem na Catedral de Bari. O documento, dividido em seis artigos, promove o diálogo, a colaboração, o testemunho público e o empenho com a justiça, a paz, a dignidade da pessoa, a liberdade religiosa e a proteção da criação. Entre os signatários do importante documento, em ato que aconteceu no final o Primeiro Simpósio das Igrejas Cristãs e marca um marco histórico para o "caminho italiano do diálogo" ecumênico, estavam o Cardeal Matteo Maria Zuppi, Arcebispo de Bolonha e Presidente da Conferência Episcopal Italiana, representando a Igreja Católica; o Metropolita Polykarpos, pela Arquidiocese Ortodoxa da Itália (Patriarcado Ecumênico de Constantinopla); o Metropolita Siluan, pela Diocese Ortodoxa Romena; e Daniele Garrone, Presidente da Federação das Igrejas Evangélicas da Itália. Também estiveram presentes os líderes da Igreja Evangélica Luterana na Itália, Carsten Gerdes; da Igreja Ortodoxa Búlgara, Ivan Ivanov; da Igreja Evangélica Valdense, Alessandra Trotta; da União Batista Evangélica Cristã da Itália, Alessandro Spanu; e o delegado para a administração das paróquias do Patriarcado de Moscou na Itália, Ambrogio Matsegora. Os 18 signatários enfatizaram a importância da assinatura do documento, que "representa um evento de significado histórico para a nossa realidade italiana, por ser o primeiro acordo desse tipo assinado em nível nacional". De fato, sua importância "reside principalmente no fato de que não surge de um simples ato formal ou institucional, mas de uma longa e frutífera jornada vivida juntos, marcada pelo encontro, diálogo e amadurecimento mútuo, tanto em nível nacional quanto local".
A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 24-01-2026. A tradução é de Luisa Rabolini.
O Cardeal Zuppi, em sua saudação, lembrou que "encontrar o caminho juntos foi assumido como uma promessa importante para todas as Igrejas, um chamado, uma conversão! Não mera etiqueta, por mais importante que seja para um condomínio, mas plena comunhão, porque esta, e somente esta, é unidade para nós. O que está em jogo, explicou ele, "é a coesão social e a paz. Uma jornada ecumênica séria pode se tornar um catalisador para o diálogo, o encontro e a unidade."
As Igrejas signatárias, portanto, apresentam-se juntas como "sujeitos responsáveis na sociedade italiana, empenhadas em prol do bem comum, da justiça, da paz, da dignidade humana, da proteção da criação e da liberdade religiosa".
Em um contexto secularizado e pluralista, o "pacto" torna "visível um testemunho cristão crível, capaz de dialogar com o Estado e a sociedade, no respeito da laicidade". As Igrejas falam do desafio do testemunho público comum: "falar e agir em conjunto na sociedade italiana sobre questões sensíveis como paz, migração, discriminação religiosa ou relação entre religião e política expõe as Igrejas a críticas e incompreensões". No entanto, "a renúncia a essa dimensão significaria trair a vocação cristã".
Daí o empenho de "colaborar para melhor anunciar o Evangelho na sociedade secularizada e pós-secular; assumir uma presença pública da Igreja que respeite a laicidade e em diálogo com a sociedade; promover a liberdade e a igual dignidade de todas as denominações e religiões cristãs perante o Estado, por meio de um diálogo crítico e construtivo sobre a relação entre religião, laicidade e política no contexto italiano; respeitar a liberdade de consciência de cada pessoa e buscar a liberdade religiosa para cada pessoa."
Por fim, os signatários declaram sua disposição em manter um diálogo contínuo e fraterno, por meio de encontros periódicos de oração, de discernimento e de colaboração concreta. "Cada Igreja", afirma o Pacto, "promoverá, em seu seio, iniciativas que fomentem o conhecimento e o respeito mútuo entre os fiéis das diferentes denominações cristãs. Comprometemo-nos, portanto, a solicitar a todas as nossas comunidades presentes no território que elaborem todos os anos um programa de trabalho específico."
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