Síndrome de pavão. Artigo de Samuel Elânio

Pastoral carcerária celebra eucaristia em presídio em Minas Gerais. (Foto: Pastoral Carcerária de MG)

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16 Janeiro 2026

"É triste ver uma geração de padres mais preocupada em ser vista do que em ver; mais interessada em ser celebrada do que em celebrar a vida de Cristo entre os pequenos. A missão não é virar celebridade da fé, mas testemunha do Cristo servo, aquele que se curva para lavar os pés, que abraça o sofrimento humano para transformá-lo em esperança", escreve Samuel Elânio, na página do Facebook Celebrando a Vida - Formação Litúrgico Catequética, 02-11-2025.

Eis o artigo.

Menos panos e rendas, menos palácios de veludo e frases de efeito ensaiadas. O que falta não é brilho nos paramentos, mas brilho no olhar de quem realmente caminha com o povo. A fé não precisa de vitrines douradas, precisa de pés na estrada, mãos sujas de serviço e ouvidos abertos para as dores que ecoam pelas ruas e nos corações cansados.

Menos barretes e enfeites, menos preocupação com holofotes e mais consciência de que o Reino não se ergue sobre aparências, mas sobre compromisso. Não é a estética que sustenta a verdade do Evangelho, mas a entrega sincera e o amor encarnado na vida comum de cada dia.

Menos “cercos”, menos teatralidade de piedade, menos pregações que colocam Deus em um trono inalcançável, distante, inatingível. Ele desceu, caminhou conosco, chorou nossas lágrimas, sentiu o peso da fome e da solidão, e nisso nos ensinou que a santidade começa no chão.

É triste ver uma geração de padres mais preocupada em ser vista do que em ver; mais interessada em ser celebrada do que em celebrar a vida de Cristo entre os pequenos. A missão não é virar celebridade da fé, mas testemunha do Cristo servo, aquele que se curva para lavar os pés, que abraça o sofrimento humano para transformá-lo em esperança.

Foto: Reprodução/Facebook

Que voltemos ao essencial: menos espetáculo, mais Evangelho. Menos pose, mais presença. Menos glória humana, mais cruz compartilhada. Porque o Reino nasce quando alguém escolhe amar sem precisar ser aplaudido.

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