08 Novembro 2025
Betina Anton passou seis anos investigando o complô que permitiu ao Anjo da Morte de Auschwitz escapar do Mossad, da CIA e dos caçadores de nazistas, e terminar seus dias sem ser julgado por crimes de guerra.
A entrevista é de Sandra Vicente, publicada por El Diario, 06-11-2025.
Josef Mengele morreu em 1979, afogado acidentalmente em uma praia brasileira durante férias com amigos. Conhecido como o Anjo da Morte por torturar prisioneiros de Auschwitz, ele passou seus dias fugindo do Mossad e da CIA, as renomadas agências de combate ao nazismo. O único julgamento contra ele foi uma farsa organizada por 122 gêmeos que sobreviveram aos experimentos que ele realizou para manter e aprimorar a raça ariana.
Como o homem que se tornou o criminoso de guerra mais procurado do mundo pôde escapar impune? O culpado foi a Kameradenwerk, uma rede de alemães espalhados pela América Latina que oferecia abrigo e proteção a nazistas exilados. Muito já foi escrito sobre ela, mas ninguém jamais havia explorado os tentáculos que se estendiam até o Brasil. Até que a jornalista Betina Anton mergulhou em arquivos apreendidos e cartas não lidas de Mengele e conseguiu reconstruir toda a rede.
A autora publicou sua pesquisa no livro Seguindo o Rastro de Mengele, publicado pela Plataforma (ou Caçar Mengele em catalão, pela Manifest), que foi apresentado nesta quarta-feira na livraria Finestres, em Barcelona. No manuscrito, ela relata as histórias de todas as pessoas que ajudaram o nazista a escapar da morte. Uma das mais importantes foi Liselotte Bossert, ninguém menos que a querida professora primária de Betina Anton.
Eis a entrevista.
Nas páginas iniciais do livro, é descrita uma situação chocante: Josef Mengele participando de uma festa em uma escola em São Paulo. O que o Anjo da Morte de Auschwitz estava fazendo em uma festa infantil no Brasil?
Ele ia buscar Liselotte Bossert, uma professora daquela escola, com quem faria uma viagem a uma fazenda que possuíam na cidade de Itapecerica da Serra. Naquela época e naquela escola, era muito comum ter um parente alemão, austríaco ou suíço, então ninguém achou estranha a presença de um alemão. Mas ninguém sabia que ele era Mengele.
Quem foi Liselotte Bossert?
Ela foi minha professora, embora isso tenha acontecido anos antes de eu nascer. O que aconteceu enquanto eu estava lá foi que um dia, quando eu tinha seis anos, Liselotte desapareceu. Eu não sabia por quê, mas todos os adultos ao meu redor começaram a dizer um nome: Mengele. Claro, eu não sabia quem ele era, mas tinha a sensação de que ele havia feito coisas terríveis.
Liselotte desapareceu no meio do ano letivo e nunca mais voltou. Ela nunca retornou porque foi ela quem enterrou Mengele sob um nome falso no Brasil, em 1979. Ela e sua família lhe deram proteção e abrigo durante os últimos 10 anos de sua vida. Mas isso só foi revelado em 1985.
Qual foi o papel de Liselotte Bossert na vida de Mengele?
A família dele era normal e eles agiam como bons amigos, porque eram. É verdade que nunca moraram na mesma casa, mas os Bosserts o visitavam, viajavam juntos e eram responsáveis pelo seu bem-estar.
Como uma “família normal” se torna responsável pelo bem-estar de um criminoso de guerra nazista no Brasil?
Quando conheceram Mengele, não sabiam que ele era nazista. Foram apresentados a amigos em comum que sabiam quem ele era, pois precisavam de alguém para vigiá-lo. E eles se tornaram grandes amigos. Os filhos de Liselotte chamavam Mengele de "tio", e ele se tornou como um membro da família. Por isso, quando descobriram quem ele era, não o denunciaram às autoridades, mesmo havendo uma recompensa de mais de 3,4 milhões de dólares por sua captura.
Liselotte nunca considerou Mengele um criminoso. Ela sempre o viu como um médico que realizava pesquisas científicas dentro da estrutura de uma ideologia específica que dava sentido às suas premissas. Fazia sentido experimentar em seres humanos para aprender mais sobre a raça e garantir a sobrevivência dos arianos. Fazia sentido tentar esterilizar grande parte da população. E fazia sentido conduzir pesquisas com prisioneiros, mesmo que isso significasse torturá-los e deixá-los com traumas para a vida toda.
Mengele é frequentemente chamado de louco ou pseudocientista, mas isso não é verdade. Ele era altamente qualificado e sabia o que estava fazendo. E, ao contrário da crença popular, ele não era uma exceção. Ele era simplesmente o mais famoso, mas médicos como ele eram a norma no sistema nazista.
A primeira coisa que ele faz ao iniciar sua investigação de seis anos é procurar Liselotte Bossert, depois de 30 anos sem vê-la. O que ela lhe disse?
Eu tinha essa história na cabeça há muitos anos. Li bastante e percebi que não havia livros sobre a vida de Mengele no Brasil escritos por brasileiros. E a única pessoa que podia dar detalhes sobre isso era Liselotte. Foi difícil encontrá-la porque não havia informações sobre ela online, e os outros professores não me contavam nada.
Eu tinha o endereço dela porque o vi em um boletim de ocorrência da época, então fui até lá para falar com ela. Toquei a campainha e uma mulher apareceu no primeiro andar. Disse a ela que era jornalista e ex-aluna dela, e ela concordou em conversar comigo, mas me avisou que não falaria sobre Mengele porque ele tinha "um acordo com os judeus". Continuei fazendo perguntas. Depois de meia hora, ela disse: "Sabe, acho melhor você investigar outra coisa. Este é um caso muito perigoso e você não deve continuar. Não quero que nenhum mal seja feito a uma ex-aluna minha". Comecei a ficar com medo e pensei que nunca conseguiria escrever o livro. Mas aqui estamos.
E tudo bem.
Sim, mas tenho recebido mais ameaças. Pessoas me dizendo que eu não poderia usar seus nomes no livro, que me processariam. Mas tenho documentos, cartas e arquivos que comprovam que o que estou dizendo é verdade.
Vamos analisar essas cartas. O livro consegue explicar a vida de Mengele no Brasil por meio de cerca de oitenta cartas que escreveu e recebeu durante seu exílio. O que encontra nelas?
Elas estavam no Museu da Polícia Nacional do Brasil. Ninguém havia estudado aquelas cartas porque estavam escondidas. Era muito difícil acessá-las, mas quando as tive em mãos, vi que falavam do cotidiano de Mengele, das coisas de que ele gostava. Por exemplo, ele adorava assistir a telenovelas, ir a livrarias alemãs e encontrar-se com compatriotas. Ele tinha uma vida muito confortável. O que eu não encontrei foi remorso. Nem uma palavra sobre o que ele fez em Auschwitz, nenhuma reflexão sequer.
Tanto nessas cartas quanto no diário que manteve por anos, ele tentou desmantelar a imagem que o mundo havia formado dele. Como ele se sentiu ao perceber que estava tentando justificar o que havia feito?
Repulsa. Por isso dediquei cinco capítulos do livro a explicar o que ele fez em Auschwitz, as milhares de pessoas que enviou para as câmaras de gás e os experimentos que realizou. Porque, se eu não o fizesse, as gerações futuras não saberiam quem ele foi. Se eu explicasse apenas o que ele fez no Brasil, ele poderia ser visto como uma pessoa normal, alguém que foi gentil com os filhos de Liselotte, um cientista que foi tratado injustamente. Uma boa pessoa.
Ele explica que sua pesquisa tinha um objetivo que considerava nobre e que tinha a ideia de que, após a guerra, suas contribuições seriam reconhecidas e ele acabaria se tornando um renomado professor de medicina na Alemanha.
Mas quando a guerra terminou, depois que os soviéticos libertaram Auschwitz, ele teve que fugir. Como alguém que está na lista dos criminosos de guerra mais procurados consegue sair do país?
Ele teve muita sorte. Mengele foi preso duas vezes pelos americanos na Alemanha. Como havia muitos procurados, eles prenderam sistematicamente todos os militares e, uma vez detidos, tentaram identificar os membros da SS, que eram os que eles realmente procuravam.
Eles foram identificados porque, quando a guerra começou, receberam uma tatuagem com seu tipo sanguíneo no braço esquerdo. Mas Mengele havia se juntado à SS antes da guerra e não tinha a marca. Assim, ele conseguiu escapar e se mudou para uma cidade perto de Günzburg, sua cidade natal. Ele permaneceu lá por três anos, pensando que o perigo havia passado, mas então os americanos chegaram à procura de médicos e outros profissionais que haviam trabalhado nos campos de concentração e extermínio.
Muitos de seus antigos colegas foram extraditados para a Polônia para serem julgados. Então, ele decidiu ir para a Itália e, de lá, pegou um avião para a Argentina, onde o presidente era Juan Domingo Perón, que acolheu os nazistas de braços abertos. Não apenas Mengele, mas também Adolf Eichmann e Wilhelm Sasser. E Hans-Ulrich Rudel, o piloto da Luftwaffe mais condecorado por Hitler, que tinha muitas conexões na América Latina.
O livro diz que havia uma "atmosfera nazista" em Buenos Aires. O que isso significa?
Visitei o local durante a investigação e constatei que os nazistas viviam muito próximos uns dos outros, em casas muito grandes onde se reuniam e podiam conversar livremente. Mengele sentiu-se seguro ali novamente, a ponto de começar a usar seu nome verdadeiro. E tudo correu bem até que, em 1959, um mandado de prisão internacional foi emitido contra ele, com base nos relatos de sobreviventes do Holocausto.
Ele então fugiu para o Paraguai, onde também havia uma grande comunidade alemã sob a proteção do ditador Alfredo Stroessner. Lá, conseguiu fazer negócios e até obteve a cidadania paraguaia com o nome de José Mengele. Mas isso não durou muito, até 1960, quando o Mossad sequestrou Adolf Eichmann, o oficial da SS responsável por organizar a transferência de prisioneiros para campos de concentração. Mengele então fugiu novamente, desta vez para o Brasil.
A intenção do Mossad era sequestrar Mengele e Eichmann na mesma operação e levá-los a Jerusalém para serem julgados, criando assim uma grande jogada de marketing. Por que não conseguiram?
Conversei com Rafi Eitan, o comandante do Mossad responsável pela operação, e ele me contou que a ideia do sequestro duplo causou divisões internas. Depois de capturarem Eichmann, alguns queriam esperar para encontrar Mengele, a fim de não levantar suspeitas. Outros preferiam garantir o que já tinham e levar Eichmann para Jerusalém para reduzir o risco de fuga. No fim, optaram pela segunda opção e, claro, Mengele descobriu e conseguiu fugir para o Brasil.
Ali, a sorte de Mengele mudou novamente. O Mossad o localizou e até mesmo ficou cara a cara com ele, mas não o prenderam. Por quê?
Quando conversei com ele, Rafi Eitan tinha 90 anos, mas se lembrava de tudo. Ele me contou que havia recrutado um brasileiro que morava em um kibutz. Eles se aproximaram muito, tanto que cruzaram com ele quando ele saía de sua propriedade. Mas não o prenderam. Por quê? Porque o Mossad, um dos serviços de inteligência mais eficientes do mundo, tem protocolos muito rígidos. Não é tão simples quanto avistar alguém, sequestrá-lo e pronto.
O processo tem três fases: a primeira é o reconhecimento da pessoa para descobrir onde ela mora, o que faz, com quem conversa… Depois, elaboram um plano para o sequestro e a fuga, e então o executam. No caso de Mengele, eles não passaram da primeira fase. Acontece que, naquela época, o Egito estava produzindo mísseis, com a ajuda de cientistas alemães, que poderiam atingir o Estado de Israel a qualquer momento. O Mossad, que na época era uma agência muito pequena, retirou todos os seus agentes. Assim, Mengele teve mais uma sorte incrível e conseguiu escapar novamente.
Além da sorte, a fuga de Mengele se deveu a uma rede de pessoas, em sua maioria de origem alemã, que se organizaram para abrigar nazistas na América Latina. Hollywood retratou essa rede como a Rede de Odessa, mas você afirma que ela não funcionava como mostrado nos filmes. Como era, então?
O nome Odessa começou a ser usado após o best-seller de Frederick Forsyth na década de 1970. Mas, na realidade, não existia. Mesmo o marido de Liselotte, quando questionado após a morte de Mengele, disse que Odessa não existia. O que existia era uma rede de apoio chamada Kameradenwerk, criada por Rudel, o piloto da SS. Sempre voltamos a ele.
Tratava-se de uma rede formada por seus contatos em toda a América Latina para conectar amigos que pudessem ajudar exilados nazistas. Foi Rudel quem colocou Mengele em contato com Wolfgang Gerhardt, austríaco que vivia no Brasil. E, por meio dele, todas as pessoas que se importavam com ele acabaram entrando em cena, incluindo Liselotte.
Essa rede funciona tão bem que Mengele consegue escapar do Mossad, da CIA e dos caçadores de nazistas, morrendo em 1979 sem que ninguém saiba. Tudo é reativado em 1985, quando um novo mandado de prisão internacional é emitido contra ele. Por quê?
Suas vítimas eram as que tinham seus genes reativados. Tudo começou com duas gêmeas, Eva e Miriam, que sofriam de graves problemas de saúde, e ninguém sabia o porquê. Os médicos pediram seus prontuários, mas não puderam entregá-los porque, qualquer que fosse o problema delas, ele havia se originado em Auschwitz como resultado dos experimentos de Mengele. E não havia registros disso.
A única esperança era encontrar outros gêmeos que tivessem passado pelo mesmo sofrimento. Conseguiram encontrar 122 sobreviventes e decidiram realizar um julgamento simulado contra Mengele em Jerusalém, em 1985. Durou três dias, e os depoimentos dos sobreviventes de Auschwitz foram transmitidos pela televisão em todo o mundo. Causou tanta comoção que vários governos decidiram que era hora de encontrar o nazista mais procurado do momento. Assim, Alemanha, Israel e Estados Unidos uniram forças e finalmente o encontraram usando as mesmas cartas que usei para escrever este livro.
E essas cartas os levaram à casa de Liselotte Bossert.
Isso mesmo. Mas Mengele estava morto havia seis anos. Na verdade, ele se afogou em uma praia durante um passeio com a família Bossert, após o que Liselotte decidiu enterrá-lo sob um nome falso. Foi isso que ela contou à polícia quando foram à sua casa, mas a princípio ninguém acreditou nela. Então, procederam à exumação do corpo.
Aceitar que Mengele estava morto significava aceitar que todas as agências de inteligência e caçadores de nazistas que tentaram encontrá-lo haviam falhado. Foi difícil fazer com que os resultados das investigações forenses fossem aceitos?
Bastante, sim. A exumação teve mais cobertura da imprensa do que o enterro do primeiro-ministro Tancredo Neves, que havia ocorrido três meses antes. Assim, todos puderam ver como os cientistas brasileiros manusearam o corpo sem luvas e pisaram na sepultura. Um deles chegou a erguer o crânio para as câmeras, como se fosse uma cena de Hamlet.
Portanto, quando cientistas brasileiros concluíram, após semanas de exames forenses, que o corpo era de Mengele, muitos governos não acreditaram. Isso foi especialmente verdade em Israel, país onde circularam muitas teorias da conspiração alegando que o nazista havia forjado a própria morte.
As dúvidas persistiram até 1992, quando a tecnologia de testes de DNA foi desenvolvida e confirmou que Mengele estava de fato morto. E os Estados Unidos, a Alemanha e Israel encerraram seus arquivos sobre o caso. Assim, sem mais nem menos. Sem que ninguém fosse responsabilizado pelo que ele fez.
Liselotte também não pagou por abrigar um nazista durante uma década. Como uma mulher que protegeu o criminoso de guerra mais procurado do mundo pôde escapar da prisão?
Ela teve que responder pelo crime de falsificação de documentos [enterrar Mengele sob um nome falso] porque o crime de abrigar um criminoso procurado já havia prescrito. Pediram uma pena de dois anos de prisão, mas o julgamento se arrastou tanto que só terminou em 1997, e aí, sabe o que aconteceu? Nessa altura, esse crime também já havia prescrito. Então ninguém, nem Mengele nem ninguém que o ajudou, pagou nada.
Em sua primeira conversa com Liselotte, ele lhe disse que não podia falar porque havia feito um pacto com os judeus. Chegou a descobrir do que se tratava?
Nessa conversa, ela me disse que havia muito dinheiro em jogo. Pensei que ela se referia ao dinheiro da família Mengele, já que eles eram muito ricos, mas não era isso. Descobri em 2017, quando os arquivos secretos do Mossad foram desclassificados. Eu os estava lendo e quase caí da cadeira quando vi o nome de Liselotte. Acontece que, antes dos testes de DNA serem feitos, Israel queria ter certeza de que o corpo era de Mengele, então decidiram submeter Liselotte a um teste de polígrafo.
Ela se recusou por anos, até que finalmente pediu dinheiro em troca de concordar. Começou pedindo US$ 100.000, mas lhe deram US$ 45.000. Em troca de três perguntas: “O homem que se afogou ao seu lado na praia de Betioga era Mengele?”, “O homem que você levou ao Instituto de Medicina Legal em Santos era Mengele?” e “Mengele está morto?” Ela respondeu que sim, e assim o caso foi encerrado.
Quando você percebe que todo o plano para manter Mengele em segurança foi arquitetado e executado tão perto de sua casa, em sua própria escola, que sentimento tem?
Um dos motivos que me levou a escrever o livro foi descobrir se meus vizinhos eram nazistas. E a resposta é não. Ou não. Muitos o protegeram sabendo quem ele era, mas outros não faziam ideia. Mas quando a verdade veio à tona, houve um grande alvoroço. Com este livro, não busco justiça, mas sim explicar o que aconteceu, pois tenho a sensação de que certos aspectos dessa história podem se repetir.
Crimes de guerra estão sendo cometidos em vários lugares. Putin e Netanyahu são apenas dois exemplos. Há pessoas com mandados de prisão em aberto, e nada acontece. E parece que ninguém se importa. A história está se repetindo, e isso não pode continuar. Acredito que as vítimas precisam se unir, e nós, jornalistas, não podemos nos calar para que, juntos, possamos chocar o mundo rapidamente e não tenhamos que esperar anos para que a justiça seja feita.
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