Amazônia: desmatamento cai 18% em junho, mas tendência anual é de alta

Foto: Amazônia Real | Flickr

Mais Lidos

  • “60% do déficit habitacional, ou seja, quase quatro milhões de domicílios, vivem nessa condição porque o gasto com aluguel é excessivo. As pessoas estão comprometendo a sua renda em mais de 30% com aluguel”, informa a arquiteta e urbanista

    Gasto excessivo com aluguel: “É disso que as pessoas tentam fugir quando vão morar nas favelas”. Entrevista com Karina Leitão

    LER MAIS
  • "Inflamar o Golfo é um bumerangue. Agora Putin e Xi terão carta branca". Entrevista com Andrea Riccardi

    LER MAIS
  • Contra a guerra injusta e injustificada com o Irã. Editorial da revista jesuíta America

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

01 Agosto 2025

Apesar da queda, a devastação acumulada preocupa especialistas; Amazonas, Mato Grosso e Pará são responsáveis por 79% da área destruída.

A informação é publicada por ClimaInfo, 31-07-2025. 

O desmatamento na Amazônia caiu 18% em junho em comparação ao mesmo período do ano passado, mostram dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon. Foram destruídos 326 km², sendo Amazonas, Mato Grosso e Pará responsáveis por 79% do total. Apesar da queda, houve aumento de 11% na destruição acumulada da floresta entre agosto de 2024 e julho de 2025, com 3.151 km2. Mesmo com a alta, com exceção do ano passado (2.848 km2), esse é o menor valor anual acumulado desde 2016.

“Essa baixa pode refletir os resultados das ações de prevenção e fiscalização, mas os números elevados indicam que a vegetação nativa segue sendo destruída em ritmo preocupante e reforçam a necessidade de intensificar essas medidas”, demanda a pesquisadora Larissa Amorim.

Apuí (AM) lidera o ranking de municípios mais desmatados em junho passado, seguido por Nova Maringá (MT), Lábrea (AM), Marcelândia (MT), Itaituba (PA) e Colniza (MT). O levantamento destaca dois importantes recordes de impacto ambiental no Amazonas: cinco dos 10 assentamentos com maior queda de cobertura florestal e cinco das 10 Terras Indígenas mais afetadas estão no estado.

Já o Pará teve 10 Unidades de Conservação mais desmatadas e concentra 57% das áreas degradadas. Foram quase 35 mil km² de floresta degradada entre agosto de 2024 e junho de 2025, uma área superior à de Porto Velho (RO), capital com a maior área territorial do Brasil. O valor é quatro vezes maior que o do calendário anterior e é explicado pelas extensas queimadas que aconteceram de setembro a outubro de 2024.

Leia mais