Vigília pascal, o Papa está presente e renova o apelo pela paz

Foto: Vatican Media

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01 Abril 2024

O Papa Francisco presidiu regularmente a vigília pascal na noite de sábado em São Pedro. Não aconteceu, portanto, uma repetição do que aconteceu na noite de sexta-feira, quando o pontífice, no último minuto, desistiu de participar da Via Sacra no Coliseu, atendendo os médicos, que aconselharam Bergoglio, em recuperação de uma bronquite, a ficar em casa para evitar recaídas e correr o risco de faltar aos compromissos de Páscoa. Assim, na noite de sábado Francisco apareceu pontualmente às 19h30 no átrio da basílica para a bênção do fogo – primeiro momento da celebração – e pelo resto da vigília. Na homilia, centrada na narrativa evangélica da ressurreição, fez também uma reflexão sobre a guerra, inspirando-se na “pedra lapidar” diante do sepulcro de Jesus: uma das muitas “pedras da morte” que vemos “nos muros de borracha do egoísmo e da indiferença, que rejeitam o empenho para construir cidades e sociedades mais justas” e “em todos os anseios de paz quebrados pela crueldade do ódio e pela ferocidade da guerra”.

A reportagem é de Luca Kocci, publicada por Il Manifesto, 31-03-2024. A tradução é de Luisa Rabolini.

A guerra também foi evocada pelo pontífice durante a Via Sacra no Coliseu na sexta-feira. Bergoglio, como mencionado, não participou do rito, acompanhando-o à distância do Vaticano, mas pela primeira vez quis escrever pessoalmente as meditações para as catorze estações da Via Sacra. A oitava, em especial, foi dedicada à “loucura da guerra”, aos “rostos das crianças que já não sabem mais sorrir” e às “mães que os veem desnutridos e famintos e não têm mais lágrimas para derramar”. É inevitável pensar na tragédia de Gaza.

E um forte apelo à paz será relançado na manhã de domingo pelo Papa na tradicional mensagem Urbi et Orbi da galeria central da Basílica de São Pedro: paz na Palestina, na Ucrânia e em todos os lugares do mundo onde há combates.

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