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A liberdade se defende com perguntas. Entrevista com Umberto Galimberti

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23 Março 2024

Para ser tolerantes não basta deixar os outros falarem, é preciso saber amá-los. Os estudantes reclamam pela má representação da questão palestina: eles têm razão. 2024 é um ano eleitoral. O mais eleitoral de todos: vai se votar em 76 países, 2 bilhões de pessoas são chamadas a se expressar. Seria um triunfo da democracia se não fosse que em 28 desses 76 países não existem eleições livres, a menos que alguém pense como o ministro Salvini, segundo o qual na Rússia “votaram e, portanto, quando um povo vota, tem sempre razão onde quer que vote”. Se não fosse que mesmo onde as eleições são livres, o abstencionismo cresce e se fortalece. Se não fosse, sobretudo, que o diálogo se tornou complicado, bélico, difícil: é banido, evitado, contestado, silenciado, mesmo nos locais que seriam seu foro. As universidades. As ruas. Os parlamentos. Por um lado, são polarizados os posicionamentos, pelo outro, são radicalizadas as lutas: quem nunca foi ouvido não está mais disposto a pedir permissão, a esperar um convite, a entrar na fila.

Franco Cardini escreveu há poucos dias que estamos presos num velho e insolúvel problema: “Não existe liberdade sem fronteiras; e negar estas significa, na realidade, negar aquela". Um problema que é a essência da democracia e, ao mesmo tempo, a razão da sua imperfeição congênita. Uma imperfeição cada vez menos tolerada. Não há espaço para a pergunta: busca-se a resposta. Não há tempo para a avaliação: se quer a solução. Procura-se (e se encontra) o autocrata.

A entrevista é com Umberto Galimberti, filósofo, antropólogo e psicólogo italiano.

A entrevista é de Simonetta Sciandivasci, publicada por La Stampa, 21-03-2024. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eia a entrevista.

Professor Galimberti, em seu mais recente livro para o público infantil, Le grandi domande, o senhor escreve que as perguntas são mais importantes que as respostas. Mas sem respostas nos perdemos.

Falso! As respostas fecham a mente, exatamente como os diagnósticos e as receitas: as pessoas querem respostas e diagnósticos assim ficam tranquilas e sabem onde estão, podem desligar o cérebro. Ponto. Em vez disso, a pergunta mantém a mente inquieta.

Mas já não temos inquietude suficiente?

Mas veja, as perguntas tornam-se inquietantes de uma forma dolorosa e nociva quando são mal formuladas. O que Oscar Wilde dizia? Se você tiver as respostas para todas as suas perguntas, significa que não eram aquelas certas.

Quando uma pergunta é bem formulada?

Entendê-lo é a tarefa do filósofo. Que deve ensinar filosofia, é claro. Mas a filosofia nasceu na praça, em Atenas, onde Sócrates reunia os seus alunos e discutia um tema com eles. E dizia: não tenho nada para ensinar. E, de fato, ele se definiu como o filósofo da douta ignorância. Ele sempre explicou que seu papel era entender se as opiniões dos seus alunos eram bem argumentadas ou se dependiam apenas do que tinham ouvido dizer, dos efeitos retóricos que persuadiam as suas mentes sem fundamento. Eu nunca respondi a uma pergunta em décadas de carreira: apenas reformulei as perguntas que me eram feitas. Porque a filosofia não responde, não sabe nada, mas te obriga a testar as ideias que estão na tua cabeça, a perceber porque estão ali, se são tuas, se as herdaste, se sabes como criticá-las e se resistem à crítica, isto é, ao julgamento. Hoje esse exercício seria particularmente útil porque numa sociedade complexa como a nossa, não basta aderir ao primeiro idiota que te enrola com um slogan.

No entanto, fazemos isso.

No entanto, fazemos isso.

Você não acha que não fazer isso exige um esforço que quase ninguém está mais disposto a fazer? Talvez não tenhamos nos apaixonado pelo fascismo: talvez apenas tenhamos ficado preguiçosos.

Claro que a liberdade é muito cansativa. E a democracia é difícil de manter. O próprio Platão que a inventou dizia que para decidir o povo deve saber, deve ser informado, portanto deve ter uma parte ativa, deve responder à educação, à paideia. A questão é que na escola ninguém ensina mais que o conhecimento e o método científico se alimentam de dúvidas, não são infalíveis, e por isso todos esperam que um cientista apenas dê certezas: assim que ele vacila, aproveitam para zombar dele e deslegitimá-lo. Vimos isso durante o Covid e foi o momento em que percebi tragicamente a vitória inexorável da incompetência. Em vez da resposta dos virologistas, longa e complexa e sempre discutível, preferia-se aquela dos influencers. E por influencer não me refiro a Chiara Ferragni, mas a Matteo Salvini.

Por quê?

Porque Matteo Salvini encarna o mecanismo perfeito das redes sociais: o desabafo visceral, instintivo. Aquele que é típico dos adolescentes, que desenvolvem os lobos da racionalidade não antes dos vinte anos.

E é por irracionalidade que os estudantes impedem de falar de Israel nas universidades?

Israel sofreu um ataque inaceitável em 7 de outubro, mas desde 1948 os palestinos vivem numa espécie de campo de concentração. E então ambas as coisas precisam ser ditas e contadas. Os jovens se rebelam porque contestam uma desproporção no relato e na representação. No quarto capítulo do Gênesis, há um descendente de Caim, Lameque, que reúne as suas esposas e lhes fala: um homem me insultou e eu o matei, um outro zombou de mim e eu o matei, caso me matassem, Caim foi vingados 7 vezes, caso matassem Lameque vocês devem vingá-los 70 vezes 7. Pois então, em relação à Palestina, parece-me que a desproporção é de uma magnitude semelhante.

Não acha que impedir alguém de falar na universidade é um ato de intolerância não justificável?

A tolerância consiste em saber estar diante do adversário, não apenas em deixá-lo falar. O diálogo não se baseia no consenso entre duas pessoas: o diálogo é a máxima distância entre duas opiniões. Todos as palavras que começam com dia em grego sinalizam a máxima distância. Diabo, é a máxima distância de Deus. A tolerância só é possível se eu estiver disposto a ouvir o meu adversário. Apenas se eu estiver convencido de que possa ampliar a minha visão do mundo.

E isso implica uma consciência precisa?

Claro: saber que a própria visão pessoal do mundo é limitada, pobre, restrita.

Um pouco retórico.

Certo. Porque não somos capazes de ver que essa é a base do amor. Por que nos apaixonamos por um outro, se não for para mudar de ideia, olhar, tudo?

Apaixonamo-nos para não sofrer.

Falso!

Mas que não queremos sofrer é verdade.

Mas é impossível.

Você se lembra de Ésquilo: “Só o verdadeiro conhecimento tem poder sobre a dor”. Não era que quanto mais você sabe, mais você sofre?

Não, o conhecimento tem poder sobre a dor num outro sentido. Se ensinassem bem na escola a literatura, e em vez de PCs as salas de aula fossem enchidas com romances, todos saberiam o que é o amor e como suportar a angústia que cria.

Você escreve que a verdade é algo que “se sustenta por si só”. Mas o encontro com o outro não corre o risco de fazê-la desmoronar? Não é exatamente disso que estamos fugindo, quando fugimos do confronto?

Não, a verdade não desmorona por nada. A verdade é a capacidade de negar todas as suas negações. Buscar a verdade significa contrabater todas as suas negações. Se não o fizer, continuo na minha certeza e na minha opinião.

Qual é uma verdade da qual você tem certeza?

Eu sou grego. E a única coisa de que tenho certeza absoluta é que vamos morrer. É essa consciência cria uma ética fantástica, que é a ética do limite. Você quer ser feliz? Realize a si mesmo. O seu demônio. O seu demônio é a sua virtude, a sua qualidade.

Existe diferença entre egoísmo e individualismo?

Duas coisas horrendas derivadas do cristianismo.

Ambas igualmente horrendas?

Sim. O cristianismo estabeleceu que o mais importante é a salvação da alma, que é individual e não coletiva, certo? E assim estabeleceu a primazia do indivíduo sobre a sociedade. Os cristãos não são bons cidadãos: podem ser bons cidadãos de fato, mas não de princípio. Aristóteles, em vez disso, dizia que quem entra numa comunidade e pensa que pode viver sem os outros não é um homem: é um animal ou um Deus.

Melhor comunidade ou sociedade?

Polis grega. A identidade nos é dada pelo reconhecimento dos outros.

O ministro Lollobrigida disse que não colocar limites aos protestos levou ao terrorismo.

Erro fundamental. Se você limita a liberdade de expressão dos jovens, depois não deve reclamar se eles não falarem mais com os adultos.

E o limite à liberdade de expressão dos adultos?

Mas alguém pode dizer todas as bobagens que quiser, o ponto é fazer com que essas bobagens caiam: nós, em vez disso, as valorizamos, as discutimos, as dissecamos.

Você escreve que a política é a arte de saber escolher o que fazer e por quê.

A nossa política não sabe fazer isso.

Os filósofos poderiam ajudar, certo?

Esse era o sonho de Platão, mas quando foi falar com o tirano de Siracusa, Dionísio, foi posto na prisão por vinte anos!

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