Rio Madeira atinge menor nível em quase 60 anos e ANA declara situação crítica

Foto: Defesa Civil | Porto Velho

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12 Outubro 2023

Medida permite adotar ações emergenciais para mitigação dos impactos da estiagem e facilita aprovação de novas regras para uso da água e operação de reservatórios.

A informação é publicada por ClimaInfo, 11-10-2023.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aprovou na 2ª feira (9/10) situação crítica de escassez de água no rio Madeira, por causa da seca extrema na Amazônia. A medida vai vigorar até 30 de novembro, podendo ser prorrogada.

Com a situação crítica, a ANA poderá adotar ações de prevenção e mitigação de impactos, e também determinar novas regras para uso da água e operação de reservatórios, como o da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, que está parada por causa da estiagem. Além disso, a medida também autoriza agências reguladoras e empresas de saneamento a cobrar taxas para cobrir custos adicionais decorrentes da escassez de água, além de alertar estados e municípios para o acionamento de planos de contingência, informam g1MetrópolesCarta Capital e BNC Amazonas.

Para tomar a decisão, a ANA considerou dados do setor elétrico e do INPE, explica o BNC Amazonas. O setor elétrico já reconheceu a severidade da crise hidrológica na região. E as condições hidrológicas informadas pelo INPE “apresentaram déficits de chuva em relação ao esperado para julho, agosto e setembro e apontam tendência de permanência da condição”.

Os níveis de água do Madeira em Porto Velho, capital de Rondônia, já são os mais baixos em 56 anos, quando se iniciaram as medições no rio. Há quase um ano, o curso d’água – um dos maiores afluentes do rio Amazonas – atingiu a cota de 1,44 metro, a menor em 17 anos. A marca, porém, chegou a 1,17 na 2ª feira, segundo o g1 e o BNC Amazonas.

A seca histórica do Madeira tem gerado consequências severas para a população, com milhares de pessoas sem água e com dificuldades em obter alimentos, já que o transporte hidroviário está comprometido. Já os peixes precisam mudar seu ciclo e buscar “rotas de fuga” para sobreviver, explica a bióloga e doutora na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Carolina Dória.

O rio abriga 40% de todas as espécies de peixes da Bacia Amazônica – são mais de 1,2 mil. Todos os rios de Rondônia, em algum momento, desaguam no Madeira. Portanto, a manutenção da saúde do Madeira é vital para a preservação de toda a bacia, destaca o g1.

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