Sínodo dos bispos com uma "participação alargada": cardeais Hollerich e Grech, "as mudanças não são uma revolução, continuará sendo o Sínodo dos Bispos"

Foto: Maria Jose Moyano | Cathopic

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

27 Abril 2023

“Não é uma revolução: os 70 novos membros são 21% da assembleia, que continua plenariamente uma assembleia dos bispos, com certa participação de não bispos”. A explicação é do card. Jean-Claude Hollerich, arcebispo de Luxemburgo e relator geral da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre as novidades introduzidas pelo Papa na assembleia sinodal.

A informação é publicada por Agência SIR, 26-04-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

“Caberá às assembleias continentais propor 20 nomes, e o Papa poderá escolher 10 de cada continente e da Conferência dos Patriarcas do Oriente Médio”, especificou o cardeal: “Seria bom se entre estes 70, metade fossem mulheres e que tivesse jovens, para que a Igreja seja bem representada”.

Outra novidade, ressaltou Hollerich, é a presença no Sínodo também de bispos que não têm nenhuma Conferência Episcopal, como Luxemburgo: “Até agora essas Igrejas não foram representadas, desta vez poderão enviar um membro ao Sínodo. A Igreja estará mais completa neste Sínodo e será uma alegria ter toda a Igreja reunida em Roma para o Sínodo”.

"O espaço na tenda está se alargando", observou o card. Mario Grech, secretário geral da Secretaria Geral do Sínodo: “Com a decisão do Santo Padre, o Sínodo continuará sendo um Sínodo dos bispos, mas haverá uma participação alargada. A participação dos novos membros não só garante o diálogo que existe entre a profecia do povo de Deus e o discernimento dos pastores - a circularidade posta em ato ao longo do processo sinodal - mas garante a memória: os novos membros são testemunhas da memória, do processo sinodal, do itinerário de discernimento iniciado dois anos atrás. Esperamos que as mudanças introduzidas pelo Santo Padre possam enriquecer não tanto o Sínodo, cuja natureza não é afetada porque continuará sendo o Sínodo dos Bispos, mas toda a Igreja”.

Leia mais