Mais um recorde no desmatamento da Amazônia marca últimos dias do governo Bolsonaro

Foto: Freepik

Mais Lidos

  • “Meu pai espiritual, Santo Agostinho": o Papa Leão XIV, um ano depois. Artigo de Carlos Eduardo Sell

    LER MAIS
  • A mineração de terras raras tem o potencial de ampliar a perda da cobertura vegetal nas áreas mineradas, além de aumentar a poluição por metais tóxicos e elementos químicos radioativos que são encontrados associados às terras raras, afirma o pesquisador da UFRGS

    Exploração de terras raras no RS: projeto põe recursos naturais em risco e viabiliza catástrofes. Entrevista especial com Joel Henrique Ellwanger

    LER MAIS
  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

11 Janeiro 2023

Destruição do bioma em dezembro foi a pior dos últimos cinco anos. No mês, foram perdidos 218 km² de floresta, área equivalente à cidade de Recife, mostra INPE.

A reportagem é de Cristiane Prizibisczki, publicada por ((o))eco, 06-01-2023.

Números atualizados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) nesta sexta-feira (6) mostram que os últimos dias da gestão de Jair Bolsonaro foram marcados por mais um recorde no desmatamento na Amazônia: 218 km² de floresta foram perdidos no mês, pior marca desde 2017. A área com alertas é equivalente à capital de Pernambuco, Recife.

Segundo o Observatório do Clima, mesmo que os resultados tenham sido influenciados pela alta cobertura de nuvens, os dados apresentados pelo INPE são alarmantes e confirmam a corrida pelo desmatamento que ocorreu no fim do mandato.

“Os alertas de destruição da Amazônia bateram recordes históricos nos últimos meses, deixando para o governo Lula uma espécie de desmatamento contratado, que vai influenciar negativamente os números de 2023. O governo Bolsonaro acabou, mas sua herança ambiental nefasta continua”, disse o secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini.

O Pará aparece novamente no topo do ranking entre os estados da Amazônia Legal, com 105 km² de alertas registrados. Pela primeira vez, Roraima apareceu em segundo lugar, com 46 km² desmatados, seguido pelo Amazonas (20 km²), Mato Grosso (17 km²), Acre (13 km³), Rondônia (12 km²) e Maranhão (6 km²). Amapá e Tocantins não registraram desmatamento.

No acumulado de agosto a dezembro, período do governo Bolsonaro que será computado na conta de Lula, a área sob alertas chega a 4.793 km², número que representa um aumento de 54% em relação aos mesmos meses de 2021 e é recorde para o período na série histórica do INPE.

Leia mais