“Parar o agressor injusto é lícito”, diz o Papa Francisco. Enquanto isso, o Cardeal Zuppi pede à Ucrânia que ceda soberania a Putin

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18 Outubro 2022

 

Memorando para o cardeal italiano Matteo Zuppi, presidente da CEI, que disse ontem durante uma conferência em Cosenza: "Melhor perder um pedaço de soberania e resolver os conflitos. Em vez de pegar em armas, vamos discutir. Alguém realmente atue como árbitro, para garantir que o irmão não mate seu irmão." (Fonte RaiNews)

 

• Quem seria este "árbitro" almejado pelo card. Zuppi? E esse "árbitro" deveria reger uma mediação em que a Ucrânia deve ceder soberania nacional a Moscou?

• Além disso, quem se beneficia de uma "nova" ordem internacional baseada na rendição de soberania ao mais forte, a um agressor prepotente e sem escrúpulos?

• E se amanhã Putin fizesse o mesmo que fez com a Ucrânia, mas desta vez com a Polônia, Letônia, Lituânia, Estônia ou outros países?

 

A reportagem é publicada por Il Sismografo, 17-10-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

O Papa Francisco fala sobre a guerra desde agosto de 2014 e, a esse respeito, disse e reiterou muitas considerações importantes. Às vezes, sem dizê-lo explicitamente, falou na esteira do magistério de alguns de seus predecessores; outras vezes no quadro da doutrina da Igreja (Catecismo e Doutrina Social). Em inúmeras ocasiões, ele propôs suas análises pessoais. Obviamente, em concomitância com a agressão russa contra a Ucrânia, suas intervenções aumentaram significativamente. Até hoje, por exemplo, aquelas sobre a guerra em curso entre Moscou e Kiev, em quase oito meses Francisco se manifestou publicamente 89 vezes. Algumas reflexões do Papa Francisco:

 

Papa Francisco na conferência de imprensa no voo de retorno da Coreia do Sul, em 18 de agosto de 2014.

 

(Jornalista Alan Holdren)

Sua Santidade, meu nome é Alan Holdren, trabalho para a Catholic News Agency, ACI Prensa em Lima, Peru, também EWTN. Como o senhor sabe, as forças militares dos EUA começaram recentemente a bombardear os terroristas no Iraque para evitar um genocídio, para proteger o futuro das minorias – estou pensando também nos católicos sob sua liderança. O senhor aprova esse bombardeio estadunidense?

 

(Papa Francisco)

"Obrigado pela pergunta tão clara. Nesses casos, onde há uma agressão injusta, só posso dizer que é lícito parar o agressor injusto. Enfatizo o verbo: parar. Não falo bombardear, fazer uma guerra, mas pará-lo. Os meios pelos quais podem ser detidos terão que ser avaliados. Parar o agressor injusto é lícito. Mas também devemos ter memória! Quantas vezes, com essa desculpa de parar o agressor injusto, as potências se apoderaram dos povos e travaram uma verdadeira guerra de conquista! Uma única nação não pode julgar como se detém um agressor injusto. Depois da Segunda Guerra Mundial, foi a ideia das Nações Unidas: lá se deve discutir, dizer: ‘É um agressor injusto? Parece que sim. Como vamos parar isso?’. Só isso, nada mais."

 

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