Meta utiliza um padrão duplo para moderar conteúdos relacionados a conflitos bélicos

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23 Setembro 2022

 

Usuários do Facebook e do Instagram na Palestina criticaram o fato de que as plataformas censuram conteúdos que documentam os ataques aéreos de Israel na Faixa de Gaza por “violar seus padrões de comunidade”, ao mesmo tempo em que a Meta instruiu seus moderadores de conteúdo para tratar de maneira excepcional imagens de conteúdo violento da guerra na Ucrânia, revelou o The Intercept.

 

A reportagem é publicada originalmente por R3D – Red en Defensa de los Derechos Digitales e reproduzida por Rebelión, 21-09-2222. A tradução é do Cepat.

 

De acordo com uma versão interna dos padrões de comunidade, obtida pelo The Intercept, a Meta pediu à equipe de moderação de conteúdos que burlasse as regras para tratar com menos rigor as imagens explícitas da invasão russa na Ucrânia.

 

Assim como outras plataformas, a Meta implementou políticas para expandir e proteger a liberdade de expressão dos cidadãos ucranianos, permitindo inclusive a postagem de fotos de civis mortos pelos militares russos no Facebook e no Instagram.

 

No entanto, a empresa usou outros critérios com as vítimas da violência israelense na Palestina, por exemplo, durante os recentes ataques em Gaza entre 5 e 15 de agosto. A 7amleh, uma organização da sociedade civil árabe, detectou cerca de 90 suspensões de contas ou remoções de conteúdo relacionadas à documentação dos bombardeios.

 

Entre os conteúdos removidos estão, por exemplo, uma postagem de luto pela morte de uma menina de 5 anos assassinada durante um ataque de mísseis israelense e um vídeo no Instagram que mostra moradores de Gaza retirando corpos dos escombros. Issam Adwan, um jornalista freelance baseado em Gaza, destacou que as postagens não contêm nenhuma linguagem tendenciosa, mas relatam tão somente o que está acontecendo na área.

 

“A censura funciona como um relógio: toda vez que a violência aumenta no terreno, a remoção de conteúdo palestino aumenta”, assinala Marwa Fatafta, especialista da organização Access Now para a região do Oriente Médio e Norte da África.

 

Embora a maioria dos usuários da companhia viva fora dos Estados Unidos, as políticas de moderação da empresa alinham-se metodicamente com a política externa deste país. Consequentemente, a Meta chega inclusive a censurar expressões não violentas, como aquelas que apoiam a Palestina ou documentam abusos de direitos humanos.

 

“A Meta foi capaz de tomar medidas muito rígidas para proteger as pessoas da Ucrânia durante a invasão russa porque tinha a vontade política, mas nós, palestinos, não testemunhamos nenhuma dessas medidas”, criticou Mona Shtaya, da organização 7amleh.

 

Para Omar Shakir, diretor da Human Rights Watch na Palestina e Israel, a Meta deveria respeitar os direitos das pessoas de se expressarem, seja na Ucrânia ou na Palestina. “Ao silenciar arbitrariamente muitas pessoas sem dar nenhuma explicação, a Meta está replicando online algumas das mesmas assimetrias de poder e abusos dos direitos que vemos no mundo real”, explicou o ativista.

 

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