Um mundo sem armas nucleares é possível. Artigo de Jacques Gaillot

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18 Julho 2022

 

Desde 2 de julho de 2022, 86 estados assinaram e 66 estados ratificaram o tratado (TIAN), incluindo o Vaticano. Um sucesso para a sociedade civil e a diplomacia.

 

O comentário é de Jacques Gaillot, bispo de Partenia, em texto publicado na sua página pessoal do Facebook, 12-07-2022. A tradução é de Luisa Rabolini

 

Em 6 de agosto de 1945, a primeira bomba atômica foi lançada sobre Hiroshima. Esse é o ato terrorista mais importante da história. As armas nucleares são uma ameaça à sobrevivência da humanidade. O homem é capaz de criar o apocalipse. Tem a capacidade de destruir o planeta. Em 6 de agosto de 1945, a humanidade entra na era nuclear. O Tratado de Proibição de Armas Nucleares (TIAN) de 22 de janeiro de 2021 entra em vigor, tornando as armas nucleares ilegais pelo direito internacional. Esse é um evento histórico e uma vitória para a humanidade.

 

Em 2 de julho de 2022, 86 estados assinaram e 66 estados ratificaram o tratado, incluindo o Vaticano. Um sucesso para a sociedade civil e a diplomacia.

 

Não surpreende o fato que as principais potências nucleares, incluindo a França, tenham rejeitado o tratado. Elas pensam - erroneamente - que o medo da destruição recíproca traga a paz.

 

Em 6 de agosto, no final da tarde, Théodore Monod e cerca de 50 militantes se reuniram silenciosamente em frente às portas do PC nuclear de Taverny, perto de Paris. Era o momento em que os militares e civis saíam. Theodore carregava uma grande placa que chegava até seus pés. Ele havia escrito estas palavras que gostava de repetir: "A preparação de um crime é um crime".

 

Sussurro no ouvido de Théodore: "Você não acha que parecemos ridículos aos olhos deles?" Ele respondeu sem hesitar: "O pouco que podemos fazer, devemos fazê-lo." Depois acrescentou: “Mas sem ilusões!”.

 

Ainda haverá um longo caminho a percorrer para deixar um planeta sem armas nucleares para as gerações futuras.

 

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