“Vida nascitura não pode ser defendida unicamente limitando o aborto.” Editorial da revista America

(Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil)

Mais Lidos

  • Inspirado na filosofia africana de Mogobe Ramose e pela história do Quilombo Mesquita, em Cidade Ocidental, Goiás, pesquisador defende que a pluridiversidade das comunidades quilombolas revela uma forma de existência fundada na ancestralidade, na reciprocidade e na multiplicidade das cosmopercepções.

    Pluridiversidade quilombola: quando a multiplicidade dos mundos se torna horizonte de justiça, pertencimento e resistência. Entrevista especial com Manoel Barbosa Neres

    LER MAIS
  • O que falta no programa de Lula. Artigo de Luiz Carlos Bresser-Pereira

    LER MAIS
  • A figura de Trump provavelmente pairará sobre a viagem do papa à América Latina

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

27 Junho 2022

 

“Continuamos pedindo um maior apoio às políticas de ajuda às mulheres grávidas e às famílias com crianças, especialmente por parte do movimento pró-vida, para reduzir a incidência do aborto.”

 

Publicamos aqui o editorial da revista America, 24-06-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Eis o texto.

 

No dia 24 de junho, em uma decisão histórica de seis votos contra três, a Suprema Corte dos Estados Unidos confirmou uma lei do Mississippi que restringe o aborto após 15 semanas de gestação. Os cinco juízes que compartilharam a opinião majoritária no caso “Dobbs v. Jackson Women’s Health” afirmaram que “a Constituição não confere um direito ao aborto”.

 

Essa decisão anula os precedentes da Corte tanto no caso Roe v. Wade, decidido há quase 50 anos, quanto no caso Planned Parenthood v. Casey, decidido há 30 anos.

Como temos feito há muito tempo, os editores da America continuam argumentando que, como uma questão constitucional, a regulamentação do aborto é principalmente uma questão para as legislaturas estaduais. Como uma questão moral, a vida humana nascitura tem uma dignidade sagrada e merece a proteção legal. E, finalmente, como uma questão política, as complicadas e divisivas questões em torno do aborto não podem ser efetivamente abordadas quando o único local real para tratá-las é a Suprema Corte.

 

Os editores da America apoiam a derrubada da sentença Roe v. Casey, mas também reconhecem que a vida nascitura não pode ser defendida unicamente limitando legalmente a disponibilidade do aborto.

 

Por isso, continuamos pedindo um maior apoio às políticas de ajuda às mulheres grávidas e às famílias com crianças, especialmente por parte do movimento pró-vida, para reduzir a incidência do aborto.

 

Leia mais