França. Diocese de Fréjus-Toulon fecha mosteiro tradicionalista fundado por Alcuin Reid

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23 Junho 2022

 

O bispo Dominique Rey ordenou o fechamento de uma comunidade anglófona na Diocese de Fréjus-Toulon, na França, depois de seu fundador Alcuin Reid, um monge australiano tradicionalista, ter ordenado padres de forma clandestina.

 

A reportagem é de Benoît Fauchet, publicada por La Croix, 21-06-2022. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

O bispo Dominique Rey, de Fréjus-Toulon, fechou um “mosteiro” tradicionalista em sua diocese do sul da França depois que seu fundador australiano e outro membro da autodenominada “comunidade internacional de língua inglesa” foram ordenados clandestinamente ao sacerdócio e ao diaconato, respectivamente.

 

O bispo suprimiu o “Monastère Saint-Benoît” em 10 de junho “devido à revelação espontânea de Alcuin Reid e Ildephonse Swithinbank de suas ordenações recebidas de maneira ilícita”.

 

Reid, 59 anos, fundou Saint-Benoît em 2009 e Rey o aprovou oficialmente como associação pública de fiéis dez anos depois.

 

Reid e Swithinbank (um inglês) foram ordenados em 20 de abril em uma cerimônia secreta sem a permissão de Rey.

 

As ordenações foram realizadas fora da Diocese de Fréjus-Toulon no Rito Tridentino por um bispo que não foi identificado.

 

O decreto de 10 de junho também suspendeu os dois “monges” do ministério “devido a sua obstinada desobediência” e recusa em se encontrar com dom Rey ou revelar o nome do prelado ordenante.

 

De acordo com uma investigação realizada por La Croix em Toulon e em Roma, o “Monastére Saint-Benoît” estava entre as comunidades novas e tradicionalistas cujo acompanhamento – ou melhor, falta de acompanhamento – por dom Rey foi considerado problemático pela Santa Sé.

 

O Vaticano alertou o bispo para ser mais criterioso sobre os novos grupos e candidatos ao sacerdócio que ele aceita em sua diocese.

 

Mas a situação não melhorou, e em 2 de junho foi anunciado que Roma interveio e disse ao bispo para adiar as ordenações de quatro padres e seis diáconos previstas para 26 de junho.

 

A mudança causou grande agitação na diocese, que se estende até a Riviera Francesa.

 

Saint-Benoît, uma comunidade independente que não é afiliada de forma alguma à Confederação Beneditina mundial, foi apontada como um excelente exemplo de uma das queixas feitas contra dom Rey: seu uso extensivo do status de “associação pública dos fiéis”.

 

A Santa Sé publicou um decreto em 15 de junho, duas semanas depois de suspender as ordenações em Toulon, que agora exige que os bispos obtenham aprovação por escrito de Roma antes de criar tais associações.

 

Avisos de Melbourne

 

Inúmeras fontes confirmaram que dom Rey recebeu Reid em sua diocese em 2009, apesar das advertências da Arquidiocese de Melbourne, onde o australiano havia sido ordenado alguns anos antes para o diaconato de transição antes de ser suspenso.

 

Especialista em liturgia, Reid goza de reputação internacional entre os católicos tradicionalistas ligados à missa pré-Vaticano II.

 

Ele teve experiências “difíceis” de vida religiosa no passado, principalmente na Abadia de St. Michael em Farnborough (sul da Inglaterra), como foi recentemente reconhecido por um dos assessores de dom Rey.

 

A mesma fonte enfatizou que a comunidade de Reid na França não se desenvolveu muito.

 

“Nossa diocese está abalada”

 

Reid não respondeu aos pedidos de La Croix sobre as sanções tomadas contra ele.

 

A diocese também não comentou sobre elas.

 

Nos dias seguintes ao anúncio da suspensão das ordenações em Toulon, Reid postou uma mensagem de apoio a dom Rey, “atacado” enquanto “nossa diocese está abalada”.

 

“Assegurei ao bispo nossas orações e, em troca, recebi agradecimentos”, disse ele.

 

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