Desmatamento recorde detectado em outubro desmonta greenwash do Brasil na COP26

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15 Novembro 2021

 

Área de alertas detectada pelo Deter no mês foi de 877 km2, alta de 5% em relação a 2020 e recorde da série histórica.

 

A reportagem é de Solange A. Barreira, publicada por Observatório do Clima, 12-11-2021.

 

A área de alertas de desmatamento em outubro foi a maior para o mês em cinco anos, mostram dados do Inpe divulgados nesta sexta-feira (12/11). Segundo o sistema Deter, 877 km2 de floresta tombaram na Amazônia, um aumento de 5% em relação a outubro de 2020. É o recorde de outubro na série histórica iniciada em 2016.

O dado do Deter é um lembrete de que o Brasil que circula pelos corredores e pelas salas da COP26, em Glasgow, é o mesmo onde grileiros, madeireiros ilegais e garimpeiros têm licença do governo para destruir a floresta. O governo ainda não divulgou o Prodes neste ano — o dado oficial do desmatamento, também medido pelo Inpe, de agosto de um ano a julho do ano seguinte, costuma estar disponível no começo de novembro.

Na conferência do clima, o regime de Jair Bolsonaro vem tentando apresentar uma imagem de país preocupado com a crise climática: sob pressão internacional, assinou acordos multilaterais contra o desmatamento e as emissões de metano, vem deixando seus diplomatas trabalharem de forma construtiva na negociação e montou um esquema gigantesco de propaganda com ajuda dos lobbies do agro e da indústria.

Em casa, porém, é que reside o tal “Brasil real” de que tanto fala o ministro Joaquim Leite (Meio Ambiente): um país que desmontou as políticas de combate ao desmatamento, maior causa de emissões de gases de efeito estufa, que gastou centenas de milhões de reais em operações militares inócuas e que tem ao menos cinco projetos de lei no Congresso que anistiam o roubo de terras, acabam com o licenciamento ambiental e ameaçam as terras indígenas, barreiras mais eficazes contra a devastação.

“As emissões acontecem no chão da floresta, não nas plenárias de Glasgow”, afirma Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima. “E o chão da floresta está nos dizendo que este governo não tem a menor intenção de cumprir os compromissos que assinou na COP26.”

Nota

Sobre o Observatório do Clima: Fundado em 2002, é a principal rede da sociedade civil brasileira sobre a agenda climática, com 70 organizações integrantes, entre ONGs ambientalistas, institutos de pesquisa e movimentos sociais. Seu objetivo é ajudar a construir um Brasil descarbonizado, igualitário, próspero e sustentável, na luta contra a crise climática. Desde 2013 o OC publica o SEEG, a estimativa anual das emissões de gases de efeito estufa do Brasil.

 

 

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