ONU, em 2050, cinco bilhões de pessoas não terão acesso à água

Foto: Unsplash

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Outubro 2021

 

A Organização Mundial de Meteorológica adverte: o número de pessoas que sofrem por estresse hídrico irá aumentar dramaticamente, mas os esforços para o clima são insuficientes.

A reportagem é de Francesca Sabatinelli, publicada por Vatican News, 05-10-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Em 2050, em menos de trinta anos, 5 bilhões de pessoas não terão acesso à água. A estimativa é da Organização Mundial de Meteorológica, agência das Nações Unidas que, em seu relatório sobre a situação da crise hídrica no mundo, lança um alarme dramático: desde 2000, declara, o acúmulo de água terrestre diminuiu vinte centímetros e, hoje, apenas 0,5% da água do planeta é utilizável e está disponível como água doce.

 

Atrasos nos Objetivos de Desenvolvimento

 

Em 2018, mais de 3,5 bilhões de pessoas tiveram acesso inadequado à água por pelo menos um mês durante o ano. Em 2020, o mesmo número de pessoas não dispunha de serviços higiênicos-sanitários seguros, 2,3 bilhões estavam sem serviços de saneamento básico e mais de dois bilhões ainda vivem em países sem acesso a água potável. “O mundo - especifica a OMM - está seriamente atrasado em relação ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável n. 6 das Nações Unidas para garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água e dos serviços higiênico-sanitários para todos”, portanto, é o alerta, as taxas atuais de progresso devem quadruplicar para atingir os Objetivos globais até 2030.

 

O aumento de inundações e secas

 

A OMM também observa que 107 países no mundo "estão no caminho equivocado no percurso para a gestão sustentável de seus recursos hídricos até 2030", explicando também que inundações e secas "estão aumentando devido às mudanças climáticas". Desde 2000, os desastres ligados a enchentes aumentaram 134% em relação às duas décadas anteriores, e a Ásia é o continente mais afetado, com o maior número de vítimas e perdas econômicas.

Um exemplo disso é o que aconteceu no ano passado em toda a área, do Japão à China, da Indonésia ao Neal, do Paquistão à Índia, quando milhões de pessoas foram deslocadas e centenas morreram. Sem esquecer que as inundações catastróficas também atingiram a Europa, aqui também com centenas de mortos e consideráveis danos. A seca, por outro lado, tem devastado a África, com o maior número de mortes ligadas à quantidade e à duração dos períodos aumentados, sempre a partir do ano 2000, em 29%.

 

Esforços financeiros insuficientes

 

Portanto, prevê-se que “o número de pessoas que sofrerão por estresse hídrico aumentará dramaticamente, tanto pelo aumento da população quanto pela diminuição da disponibilidade”. Diante disso, porém, “a gestão, o monitoramento, as previsões e o alerta precoce são fragmentados e inadequados, enquanto os esforços financeiros globais para o clima são insuficientes”.

 

Leia mais