O custo econômico das mudanças climáticas será seis vezes superior ao calculado até agora

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10 Setembro 2021

 

Os incêndios, as inundações e as secas são fenômenos cada vez mais frequentes e extremos por causa das mudanças climáticas. Um estudo publicado na revista Environmental Research Letters analisa como esses e outros impactos do aquecimento global têm efeitos na economia mundial. Segundo seus dados, o PIB mundial pode diminuir 37% até 2100 por esse motivo. Desse modo, a queda seria mais que o dobro da sofrida durante a Grande Depressão.

A reportagem é de Alba Mareca, publicada por La Marea-Climática, 06-09-2021. A tradução é do Cepat.

A pesquisa, na qual trabalharam universidades europeias e estadunidenses, destaca que os custos econômicos das mudanças climáticas poderiam multiplicar por seis os cálculos realizados até agora, embora também reconheça que “ainda existe grande incerteza a esse respeito”.

Os modelos anteriores – segundo explica o estudo – baseavam-se nos danos a curto prazo e não levavam em conta a continuidade das mudanças climáticas, apesar das “provas de que as secas, os incêndios, as ondas de calor e as tempestades têm efeitos sobre a saúde, a economia e a atividade laboral que causam custos a longo prazo”.

O estudo insiste em que é importante conhecer essas projeções “para ajudar os governos a calcular os benefícios das medidas de mitigação” do aquecimento global da atmosfera. A redução desses custos dependerá delas e da vontade política em se adaptar à mudança climática.

“É muito difícil calcular os custos globais das mudanças climáticas, mas o aumento das provas científicas sobre o clima, na última década, melhorou as estimativas econômicas”, destaca um dos autores desse estudo, Jarmo Kikstra, do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados, para quem “os custos dependerão das medidas climáticas que forem adotadas”.

 

É mais barato agir para mitigar as mudanças climáticas do que continuar como até agora

 

Como conclusão – e também como mensagem para os governos -, Paul Waidelich, coautor da análise e pesquisador do ETH Zurique, considera que “é mais barato reduzir as emissões de gases do efeito estufa do que enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Optar por não reduzi-las de modo rápido e contundente é uma estratégia econômica extremamente arriscada”.

O estudo recalcula o custo econômico por cada tonelada de dióxido de carbono emitida na atmosfera, conhecido como custo social do carbono. Assim, cada tonelada supõe um valor de mais de 3.000 dólares, segundo esse estudo. Uma quantidade muito superior ao manejado, por exemplo, pelo governo dos Estados Unidos, que situa o custo social do carbono em 51 dólares por tonelada, número com base no qual avalia os custos e benefícios dos projetos prejudiciais para o clima que propõe.

Essa é a quantidade de dióxido de carbono queimada em atividades como um voo entre Londres e Nova York ou comer carne três vezes por semana, durante um ano.

Na semana passada, a Organização Meteorológica Mundial já alertava sobre o aumento nas perdas econômicas dos países pelos desastres meteorológicos, climáticos e hidrológicos ocorridos entre 1970 e 2019, embora também destacava como as medidas de adaptação a esses fenômenos diminuíram a mortalidade associada a eles.

 

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