Comunicado de Saint-Merry-Hors-les-Murs

Foto: Carles Tomás Martí/Flickr

Mais Lidos

  • CIA rejeita a guerra de Trump: o Irã pode resistir ao bloqueio de Ormuz por meses

    LER MAIS
  • Na semana do Dia das Mães, a pesquisadora explica como o mercado de trabalho penaliza mulheres chefes de família com filhos e sem cônjuge

    Mães solo e os desafios do cotidiano: dificuldades e vulnerabilidades nos espaços públicos. Entrevista especial com Mariene de Queiroz Ramos

    LER MAIS
  • Padre Josimo: 40 anos depois segue sendo assassinado todo dia. E segue ressuscitando

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Agosto 2021

 

O arcebispo de Paris comunicou aos paroquianos de Saint-Merry a chegada da Comunidade de Santo Egídio.

O comunicado é publicado por Saint-Merry-Hors-les-Murs, 22-06-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Eis o comunicado.

 

A comunidade de Saint-Merry-Hors-les-Murs:

- Toma conhecimento da nomeação para a igreja de Saint-Merry (Paris) dos padres Philippe Perraud e Nicolas Bassy, padres da comunidade italiana de Santo Egídio. Almeja que participem plenamente na anunciação do Evangelho e na comunhão na Igreja.

- Gostaria de crer que esta decisão não está escondendo os reais problemas relativos ao desaparecimento brutal do Centro pastoral Saint-Merry, comunidade que existe há mais de quarenta e cinco anos em Paris.

- Especifica que esta nomeação não responde aos 12.000 signatários do apelo que se opõem ao fechamento do Centre pastoral Saint-Merry, em 1º de março. Essas pessoas, assim como os membros da comunidade de Saint-Merry-Hors-les-Murs ainda não receberam nenhuma resposta de seus numerosos contatos, nem das três cartas enviadas a mons. Michel Aupetit, Arcebispo de Paris. Este silêncio está em flagrante contradição com "o sopro do Evangelho".

- Considera que esta decisão não põe fim à crise provocada pelo fechamento do Centro Pastoral e pela proibição imposta a seus membros de celebrarem a Eucaristia ali.

- Expressa surpresa por essa estranha concepção da comunhão que consiste em excluir e substituir, sem nenhum diálogo, os "indisciplinados", os chamados "maus", esquecendo que a escuta do grito dos pobres e de toda a criação, o acolhimento incondicional de quem está à margem da Igreja, a corresponsabilidade, a criatividade nas celebrações não são aspectos acessórios, mas prioridades evangélicas.

- Pediu mais uma vez que neste tempo de caminho sinodal para a Igreja universal se abra um diálogo fraterno entre o arcebispo de Paris e a comunidade de Saint-Merry-Hors-les-Murs.

 

Leia mais