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04 Junho 2021

 "O encontro foi também uma oportunidade para tentar compreender e analisar os motivos que levam os migrantes a abandonar as suas casas, a cultura e a língua em que nasceram, os seus países de origem. Entender essas razões foi considerado fundamental para poder organizar um sistema melhor, do ponto de vista humano, e mais eficaz, do ponto de vista organizacional e burocrático, de acolhimento e representação da causa dos migrantes que entram nos Estados Unidos", escreve Marcello Neri, teólogo e padre italiano e professor da Universidade de Flensburg, na Alemanha, em artigo publicado por Settimana News, 03-06-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Eis o artigo.

 

De 1 a 2 de junho, um encontro de emergência sobre a questão da migração foi realizado perto de Chicago, do qual participaram cerca de vinte bispos estadunidenses (em particular aqueles das dioceses localizadas ao longo da linha de fronteira), representantes de organizações que atuam nas áreas de fronteira e no acolhimento de migrantes nos Estados Unidos, alguns bispos das Igrejas da América Central (incluindo Honduras e México) e representantes dos departamentos vaticanos.

O objetivo do encontro foi compartilhar experiências, delinear práticas pastorais de acolhimento de migrantes nas diferentes dioceses dos Estados Unidos, fortalecer contatos e colaboração com as Igrejas locais centro-americanas (de onde partem os fluxos migratórios), elaborar políticas eclesiais e social de intervenção e representação civil em apoio às pessoas que fazem ingresso no território dos Estados Unidos.

O encontro foi também uma oportunidade para tentar compreender e analisar os motivos que levam os migrantes a abandonar as suas casas, a cultura e a língua em que nasceram, os seus países de origem. Entender essas razões foi considerado fundamental para poder organizar um sistema melhor, do ponto de vista humano, e mais eficaz, do ponto de vista organizacional e burocrático, de acolhimento e representação da causa dos migrantes que entram nos Estados Unidos.

Entre as principais causas foram identificadas a da seca persistente que obrigou grandes massas de trabalhadores agrícolas a abandonar seus territórios; os interesses dominantes do narcotráfico nos países da América Central, que em muitos casos são basicamente mantidos como reféns e subsidiado pelas organizações criminosas; pobreza, que se generalizou com a crise desencadeada pela pandemia.

Diante dessas e de outras causas, o grupo de trabalho reunido reiterou a importância de uma maior circulação de informação, da coordenação de intervenções (tanto entre dioceses e organizações caritativas estadunidenses, como com os respectivos parceiros nos países centro-americanos), de uma maior sensibilização de todas as dioceses dos Estados Unidos com relação aos fenômenos migratórios - mesmo quando as dioceses não são diretamente afetados pelas migrações.

O empenho expresso pelo presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Mons. Gomez, bispo de Los Angeles: “Devemos encontrar um caminho para o futuro que seja enraizado na solidariedade e na fraternidade, capaz de respeitar os direitos e a dignidade de cada migrante como filho e filha de Deus”. Também foi discutida a relação com o governo federal e seus representantes nas zonas de fronteira e cidades com maior presença de imigrantes irregulares. Embora as políticas federais às vezes sejam desanimadoras, foi reiterada a disposição da Igreja Católica em colaborar de maneira construtiva com o governo na questão da imigração.

Um momento particularmente significativo foi aquele de caráter espiritual dedicado à escuta e meditação de orações e mensagens escritas por crianças latino-americanas que chegaram na fronteira entre o México e os Estados Unidos: “Caro Deus, espero que me ajudes a sair deste buraco e que cuide de minha mãe ...”(bilhete recolhida pelo bispo de El Paso depois de uma visita na fronteira com o México).

O encontro dos bispos e das organizações católicas estadunidenses sobre a imigração aconteceu poucos dias antes da primeira viagem oficial ao exterior da vice-presidente K. Harris - que irá precisamente ao México como parte de uma intensificação das relações entre o governo Biden e o governo mexicano, principalmente pera tentar erradicar ao máximo a corrupção e diminuir a taxa de criminalidade.

 

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