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31 Março 2021

 

Perdedor

 

"Muito se dirá sobre quem ganha mais com as mudanças, mas certamente só há um perdedor: o cidadão brasileiro, em nome de quem todos em Brasília dizem trabalhar" - editorial "Entre golpistas e velhacos" - O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.

Golpistas delirantes e velhacos


"Tudo isso em meio a uma pandemia que já matou mais de 300 mil pessoas e a uma gravíssima crise econômica. Parte de Brasília está entregue a golpistas delirantes e a velhacos. Está claro que os brasileiros só podem contar consigo mesmos" - editorial "Entre golpistas e velhacos" - O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Autogolpe

“Uma análise sobre a crise militar provocada pelo presidente Jair Bolsonaro com a demissão do general Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa aponta para uma tentativa de provocar anarquia militar e tentar, mais à frente, um autogolpe. Ela circula entre partidos de oposição e é compartilhada por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Magistrados acreditam que Bolsonaro está provocando uma confusão na área militar e pode, mais tarde, diante de uma situação de crise aguda, apelar para o apoio de policiais militares nos estados —que integram a base bolsonarista ou, em alguns locais, são açulados por ela” – Mônica Bergamo, jornalista – Portal Uol, 30-03-2021.

 

Caos e morte

“A quem é leal o capitão? Ao caos. E ele não esconde. À morte, e ele não nega. Afinal "todo mundo morre" – Olga Curado, jornalista – Portal Uol, 30-03-2021.

 

A si próprio

“A quem serve o Centrão? Ao capitão? Não. Serve a si próprio, à própria sobrevivência, o que, por vezes, pode coincidir com os interesses do país. Sempre? Não” – Olga Curado, jornalista – Portal Uol, 30-03-2021.

 

Dilema

“Jair Bolsonaro parece enfrentar um dilema existencial: sou um golpista do passado ou um destruidor da democracia no presente? É esse dilema que explica melhor a reforma ministerial de ontem” - Leonardo Avritzer, professor titular do departamento de Ciência Política da UFMG – Portal Uol, 30-03-2021.

 

A verdadeira base política

“A mudança que mais nos interessa discutir é aquela que traz, para o Ministério da Justiça (MJ), o ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres. O bolsonarismo como forma de governo ancora-se fortemente nos militares. Mas o bolsonarismo como movimento ancora-se ainda mais fortemente em policiais militares em geral acusados de crimes, violações de direitos humanos, além de forte indisciplina, como foi o caso de Daniel Silveira. Essa é a verdadeira base política de Jair Bolsonaro” - Leonardo Avritzer, professor titular do departamento de Ciência Política da UFMG – Portal Uol, 30-03-2021.

 

Última cartada

“Se Bolsonaro de um lado flerta com certo militarismo, dificilmente ele poderia implementar no Brasil um pinochetismo dos anos de 1970, no qual mercado e militares se aliariam a ele. Daí o dilema do presidente. Tampouco, ele conseguirá desestabilizar cada uma destas instituições sem encontrar forte resistência. Pode ser que a reforma ministerial de ontem seja a última cartada do bolsonarismo como movimento”  - Leonardo Avritzer, professor titular do departamento de Ciência Política da UFMG – Portal Uol, 30-03-2021.

 

Tensão

“A reunião dos comandantes Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) com o novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, nesta terça-feira, 30, foi marcada por frases duras, e tapas na mesa. Os três foram demitidos por não concordar com a politização das Forças Armadas desejada pelo presidente Jair Bolsonaro” – Eliane Cantanhêde, jornalista – O Estado de S. Paulo, 30-03-2021.

 

Marinha

“O maior foco de críticas a Bolsonaro nas Forças Armadas está na Marinha. Integrantes da força sempre consideraram a falta de compostura de Bolsonaro no cargo e os erros cometidos por ele na condução da crise de coronavírus – incentivando aglomerações e desestimulando o uso de máscaras – como inadmissíveis para um presidente da República” – Eliane Cantanhêde, jornalista – O Estado de S. Paulo, 30-03-2021.

 

Briga de pai e mãe. Que lado tomar?

"(Os apoiadores de Bolsonaro) estão esperando o debate ser pautado para eles poderem engajar, porque eles não sabem se isso vai ser uma coisa ruim ou não. Porque são dois aspectos que eles sempre se sentiram próximos: Bolsonaro e as Forças Armadas. É como ver o pai e a mãe brigando. Que lado eles vão tomar? Sempre vão tomar o lado do Bolsonaro, mas estão esperando ver como é que isso vai se dar" - David Nemer, professor de Estudos em Mídia da Universidade de Virgínia, EUA – O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Olavistas e insurgentes

“Os olavistas comemoraram essa suposta crise porque eles veem as Forças Armadas como antidemocráticas. Tem um outro grupo, que classifico como os insurgentes, que é uma ala mais radical. Eles fizeram uma forte crítica ao Bolsonaro, coisa que é difícil de acontecer no WhatsApp bolsonarista, porque eles não estão gostando dessa movimentação toda. Eles acham que Bolsonaro vai, novamente, tirar os militares do comando do País, então, tem uma crítica muito forte a isso” - David Nemer, professor de Estudos em Mídia da Universidade de Virgínia, EUA, analisando os grupos bolsonaristas no WhatsApp (75, ao todo) – O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Divisão aprofundada

“Criou-se a impressão, muito difundida nos meios políticos, de que o novo movimento bolsonarista tenta aprofundar a divisão já registrada no Exército. De um lado os profissionais legalistas e de outro os admiradores dos delírios tresloucados de Bolsonaro” – Rosângela Bittar, jornalista – O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Conquista da cidadela da Justiça

“Há muito o presidente e seus filhos trabalham na consolidação de um Estado policial, ancorado especialmente nas PMs, nas milícias e, esforço agora reiterado, nas Forças Armadas. Conseguiram, finalmente, conquistar a cidadela da Justiça, estrutura de ascendência sobre a Polícia Federal, cobiça explícita do presidente que já derrubou um ministro” – Rosângela Bittar, jornalista – O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Três mosqueteiros

“A nomeação (da ministra do PL) foi uma forma de conquistar para o regaço bolsonarista um dos três mosqueteiros da facção, Valdemar Costa Neto. Que, apressado, já estava na iminência de pular na canoa petista de Luiz Inácio Lula da Silva” – Rosângela Bittar, jornalista – O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Cooptação e reeleição

“Tais providências demonstram o esforço de cooptação que orienta todas as mobilizações e ousadias do candidato à reeleição, Jair Bolsonaro. E não avançam um passo na solução dos gravíssimos problemas que sufocam o País”  – Rosângela Bittar, jornalista – O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.


Guerrilha digital

“Esse governo tem faces distintas. Tem uma face de infraestrutura, executiva e competente, uma face política desastrosa e uma desconhecida, a guerrilha digital” - Sérgio Etchegoyen, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) – O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Golpe e frustração

“Independentemente de quem estiver no comando, elas nunca vão deixar de ser instituição de Estado.” Disse conhecer os generais do Alto Comando do Exército. “Sei do que estou falando.” E concluiu que, se algum setor do governo estiver pensando em golpe, “a frustração será grande” – Marcelo Godoy, jornalista, reproduzindo a análise de Sérgio Etchegoyen, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) – O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Ingenuidade imperdoável

“Pode ser que uma dessas dimensões (do governo) imagine uma coisa dessas, mas seria uma ingenuidade e uma falta de percepção e conhecimento imperdoáveis. Seria mais um general Assis Brasil com o dispositivo militar, garantindo ao Jango que não ia acontecer nada”, afirmou o ex-ministro do GSI, na véspera do 31 de março, dia em que o então presidente João Goulart foi deposto em 1964. Assis Brasil era o chefe da Casa Militar de Jango. Ele manteria uma rede de apoios militares que defenderia o governo. Tal dispositivo não impediu a derrubada de Goulart, a quem os militares acusavam de tentar dar um golpe. Etchegoyen conhece essa história. Seu pai, o general Leo Etchegoyen, estava no Rio em 31 de março de 1964, ao lado do então coronel-aviador João Paulo Moreira Burnier. Ambos se uniram ao governador da Guanabara, Carlos Lacerda, um dos líderes civis da conspiração” – Marcelo Godoy, jornalista – O Estado de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Nota moderada

“Contra todas as expectativas, após os conturbados eventos do último dia, com a substituição do Ministro da Defesa e de todo o comando das Forças Armadas, às vésperas do 1º de abril – que se usou “celebrar” na caserna no 31 de março, para evitar o ridículo de terem que lembrar anualmente que o chamado “golpe patriótico” depôs o governo nacionalista de Jango no Dia da Mentira –, Braga Netto lançou uma moderada Ordem do Dia sobre 1964. Na verdade, mais que moderada” – portal Disparada, 31-03-2021.

 

Pé de página

“A nota do Ministro conclui com evasiva obviedade, que: “O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil. Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março.” Mas qual evento da história do Brasil não é “parte da trajetória histórica do Brasil”? Vindo das Forças Armadas, nada pode ser mais eloquente que o desejo de se diluírem na história brasileira, transformando em pé de página um capítulo tão fundamental para se compreender os rumos seguidos pelo país desde o lamentável 1º de abril de 1964” – portal Disparada, 31-03-2021.

 

Fragilizado

“Não creio, porém, que nosso prepóstero presidente tenha condições de desferir um ataque institucional com boas chances de sucesso. Ele, afinal, só deflagrou essa estranha reforma ministerial porque está fragilizado. Perdeu o apoio da fatia mais significativa do PIB, vem se indispondo com os principais governadores e prefeitos, vê sua popularidade encolher nas pesquisas e, constatamos agora, já não conta nem mesmo com o respaldo da cúpula militar” – Hélio Schwartsman, jornalista – Folha de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Jamais

“Quanto aos brasileiros, teremos de nos haver com os historiadores do futuro, por nem termos tentado de verdade tirar esse homem de um posto que ele deveria ter assumido, jamais” – Hélio Schwartsman, jornalista – Folha de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Cuspe

“'O meu Exército', cuspiu Bolsonaro” – Ruy Castro, jornalista e escritor – Folha de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Forças Armadas não são milícia

“As Forças Armadas não são milícia e na porta da quitanda há mais de 300 mil mortos e 14 milhões de desempregados. Em qualquer país e qualquer época quem tem problemas desse tamanho não precisa de novas encrencas” – Elio Gaspari, jornalista – Folha de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Fogo e recuo

“Bolsonaro faz fogo para proteger seu recuo. Até um projeto de Mobilização Nacional seus aliados mais grotescos tentaram aprovar no Congresso. Em suma, trata-se da emenda de uma lei, de incluir epidemias entre os motivos de um tipo de governo de exceção, uma espécie de estado de defesa com calamidade. Barraram na última hora” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Bolsonariol

“Não se sabe o que será do novo comando militar, é verdade. A incerteza é preocupante porque, embora se digam “institucionalistas”, algo acontece com os generais-de-Exército, pois numerosos deles se tornam bolsonaristas quando deixam o Alto Comando. O que se passa? No brinde da despedida, tomam uísque envenenado com sulfato de bolsonariol? É dispensável lembrar a politização explícita desde 2018, quando Villas Boas formalizou a recriação do partido militar” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 31-03-2021.

 

Aragarças, Jacareacanga, Riocentro

“Mais preocupante é o que Bolsonaro pode aprontar no próximo golpeamento ou quando se sentir acuado de novo. Insuflar motins policiais ou de jovens oficiais do Exército? Versões renovadas de Aragarças, Jacareacanga, Riocentro? Uma invasão do Capitólio?” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 31-03-2021.

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