Mianmar. Os militares devem defender o povo, não o matar, adverte cardeal Bo

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12 Março 2021

Por ocasião do dia mundial de oração por Mianmar, lançado pela Christian Solidarity Worldwide em 10 de março, o card. Charles Maung Bo divulgou um vídeo publicado no dia seguinte pela Radio Veritas Asia. O cardeal, que é arcebispo de Yangon e presidente da Fabc (Federação das Conferências Episcopais da Ásia), está tentando uma mediação entre a junta militar, autora do golpe, e a população e o partido vencedor das eleições, a Liga Nacional da Democracia por Aung San Suu Kyi. Muitos fiéis, porém, o criticam por ser "neutro demais" em sua atitude, enquanto no país aumenta o número de mortos pelas forças de segurança.

A reportagem é publicada por Asia News, 11-03-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Na mensagem, além de agradecer "do fundo do coração" aqueles que rezam por seu país, ele também faz uma breve análise da situação: o golpe parece "levar de volta" Mianmar, à "repressão militar, brutalidade, ditadura”, sufocando mais uma vez a população em “mais um capítulo de trevas, sangue derramado, após anos de uma inicial democracia, em que vimos um pouco de sol”. A certa altura, ele diz que os militares "devem ficar em seu lugar", ou seja, a serviço do país e não como donos dele, e devem "defender o povo, não o matar".

Ao finalizar, pede orações pelo país, pela libertação de Suu Kyi e seus colaboradores, e também orações pelo gen. Min Aung Hlaing, para que, como São Paulo, seja fulgurado pela verdade.

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