A América está doente, em pecado, afirmam pastores

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • A síndrome do pensamento acelerado

    LER MAIS
  • Papa Francisco não é contra ‘novos movimentos eclesiais’, ele apenas favorece alguns em detrimento de outros

    LER MAIS
  • Simone Weil: Uma carta de coração

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


11 Janeiro 2021

Líderes evangélicos norte-americanos tomaram posição frente à invasão do Capitólio, na quarta-feira, 6, por turbas incentivadas pelos republicanos enquanto o Congresso debatia a certificação de voto da eleição presidencial de 2020 para aclamar Joe Biden como o próximo presidente dos Estados Unidos. Pelo menos quatro pessoas morreram nos distúrbios.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

Boa parte dessas lideranças tirou do ombro do presidente Donald Trump a responsabilidade pelos acontecimentos violentos. Mesmo lembrando que “esta não é a maneira que Jesus estabeleceu para nós”, o pastor da Village Church, Matt Chandler, disse que o país está doente e o nome dessa doença é “pecado”.

Em vídeo postado nas redes sociais, Chandler entende que o ataque ao Capitólio mostra “uma mistura de analfabetismo bíblico, falta de poder espiritual e falta de discipulado sério”. Esta batalha, agregou, “não é contra carne e sangue, é contra principados e potestades”.

Potestade que tem nome e endereço: Donald Trump, Casa Branca, Washington. Antes da invasão do Capitólio, o movimento Women for America First (Mulheres para a América em primeiro lugar – em tradução livre), organizou a “Marcha Salve a América”, diante da Casa Branca.

O presidente dos Estados Unidos discursou, então, conclamando as milhares de pessoas ali reunidas, algumas até mesmo armadas, a protestarem no Congresso para “parar este roubo”. “Nunca vamos desistir, nunca vamos ceder”, disse Trump. “Ganhamos com uma vitória esmagadora”. “Esta é a eleição mais corrupta da história, talvez do mundo”, assinalou.

O pastor Tony Evans afirmou, no Twitter, que os eventos em Washington mostraram uma “ilustração trágica do que acontece a uma nação quando ela abandona a pessoa, os princípios e as políticas de Deus”. Ele não atribuiu esse afastamento à América, que “está passando pela ira passiva de Deus que ocorre quando seus padrões são comprometidos (Romanos 1,18-32)”. O resultado, concluiu, é o caos. “Somente um retorno radical a Deus por seu povo mudará isso. A resposta para salvar a América não está na Casa Branca – está na casa da igreja”.

Em comunicado enviado ao portal do The Christian Post, a presidenta do Women for America First, Amy Kremer, enfatizou que o movimento lançado por Trump “respeita o Estado de Direito, apoia nossa aplicação da lei e acredita que a violência não tem lugar na política hoje”. E apontou os culpados: “Infelizmente, durante meses, a esquerda e a grande mídia disseram ao povo americano que a violência era uma ferramenta política aceitável. Eles estavam errados. Não é.”

Procedentes de Nashville, no Tennesse, para participarem da Marcha, Rose Bowe e Becky Hicks disseram ao Christian Post que se deslocaram até Washington “para apoiar nosso presidente e lutar por nosso país, porque acreditamos que se ele não for reeleito podemos perder nosso país para sempre”.

Mackenzie Walter, da Carolina do Sul, outro manifestante na Marcha, afirmou, categoricamente, que Trump foi roubado. “Acho que Trump venceu com uma vitória esmagadora e acho que é por isso que milhões de pessoas estão se reunindo aqui hoje”, agregou. “Biden nunca ganhou, Biden nunca será meu presidente”, declarou Chritistie Nicholson, de Idaho. Isso “é uma vergonha total para os Estados Unidos”.

Mas também apareceram vozes evangélicas com forte crítica ao presidente da República e à invasão do Congresso. “Que dia triste para a América. Hoje testemunhamos a violação mais violenta do Capitólio dos Estados Unidos desde que os britânicos incendiaram a Casa Branca e o Capitólio em 24 de agosto de 1814 na guerra de 1812 – 209 anos atrás”, escreveu o diretor executivo do Christian Post, Dr. Richard Land.

Land confessou que ficou “pasmo e incrédulo” frente às imagens transmitidas pela TV na invasão do Capitólio. “Que não haja mal-entendido. Os americanos devem sempre rejeitar o recurso à violência na busca de objetivos políticos. É literalmente ‘antiamericano’ praticar ou recorrer ao desrespeito violento da lei. Esta não é uma questão de conservador x liberal ou democrata x republicano. Isso é certo versus errado”, definiu.

O presidente do Southern Baptist Theological Seminary, Al Mohler, tuitou: “O que estamos vendo em Washington agora é a refutação de nosso compromisso americanos, uma forma de anarquia desencadeada que é inimiga da liberdade ordenada, e o presidente Trump é responsável agora por desencadear o caos. Ore para que Deus o resgate disso.”

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A América está doente, em pecado, afirmam pastores - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV