Audiência do papa com Mike Pompeo: “Uma conversa cordial, mas as posições continuam distantes”, afirma cardeal Parolin

Encontro do Papa Francisco e Mike Pompeo em 2019. | Foto: Vatican News

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02 Outubro 2020

“Foi uma conversa cordial. O objetivo não era reaproximar as posições.” Foi assim que o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, respondeu às perguntas dos jornalistas sobre a audiência concedida nessa quinta-feira ao secretário de Estado estadunidense, Michael Pompeo, às margens da apresentação em Roma do livro do Pe. Enzo Fortunato, diretor da Sala de Imprensa do Sacro Convento de Assis, intitulado “La tunica e la tonaca” [A túnica e a batina].

A reportagem é do Servizio Informazione Religiosa (SIR), 01-10-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Ele explicou as razões pelas quais interveio, e nós, as razões pelas quais seguimos o caminho que escolhemos”, disse o cardeal, “mas as posições continuam distantes. O objetivo não era reaproximar as posições.”

No entanto, Parolin reconheceu que o raciocínio do secretário de Estado estadunidense foi “articulado. Foi expressada compreensão pela Santa Sé, pelo método com que ela aborda esses problemas”. “Por outro lado – comentou o cardeal – todos buscamos a mesma coisa: a liberdade religiosa. Nós nos diferenciamos sobre o método e reivindicamos, da nossa parte, a escolha meditada que o papa fez.”

Quanto ao acordo com a China sobre a nomeação dos bispos, Parolin especificou que “permanecerá secreto enquanto for ad experimentum. Nos próximos dois anos, se fará como se fez até agora. Ou, melhor, espero que funcione ainda melhor do que até agora”.

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