Bispos dos Estados Unidos: aumentam as denúncias de abusos

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27 Junho 2020

As denúncias de abusos aumentaram consideravelmente entre julho de 2018 e junho de 2019, são os dados do novo Relatório apresentado pela Secretaria para a Tutela de crianças e adolescentes da Conferência Episcopal dos Estados Unidos.

A reportagem é de Lisa Zengarini, publicada por Vatican News, 26-06-2020.

Ocorreram 4.434 denúncias de abuso, um aumento considerável com relação ao ano precedente. Destas 37 denúncias de menores e mais de 2,6 milhões de controles nos funcionários eclesiásticos e leigos da Igreja. São alguns dos dados presentes no 17º Relatório anual apresentado pelo Secretariado para a proteção de crianças e adolescentes da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB) sobre casos de abusos. Também sobre a atuação da chamada “Carta de Dallas” lançada pelos bispos americanos em 2002 em resposta aos primeiros sinais do escândalo pedofilia.

Forte aumento das denúncias 2018-2019

O primeiro número que emerge do documento, que cobre o período de 1º de julho de 2018 a 30 de junho de 2019, é o forte aumento das denúncias de abuso em relação ao mesmo período do ano anterior: um total de 4.434, apresentadas por 4.220 pessoas agora adultas. Um aumento – esclarece o comunicado da USCCB - em parte devido a novas denúncias acrescentadas durante os processos, programas de ressarcimento e outros procedimentos. Das denúncias 37 são de menores de idade, das quais 8 confirmadas, 7 infundadas, 6 com provas insuficientes, 12 ainda sob investigação, 3 referentes a ordens religiosas e 1 referente a outra diocese.

Neste período, as dioceses e eparquias americanas ajudaram e deram apoio psicológico a 1.138 novas vítimas com suas famílias. Junto com eles, continuaram a ser assistidos 1.851 vítimas e familiares que relataram abusos em auditorias anteriores.

Em 2019, foram realizadas mais de 2,6 milhões de checagens de antecedentes de expoentes do clero, funcionários e voluntários que trabalham para a Igreja. Além disso, 2,6 milhões de adultos e 3,6 milhões de crianças e jovens estavam envolvidos em programas de informação e conscientização para ajudar a reconhecer e denunciar abusos.

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