Do padre Dall'Oglio a Maccalli: os outros seis italianos desaparecidos

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12 Mai 2020

Após as libertações em março de Luca Tacchetti e agora de Silvia Romano, são seis italianos sequestrados e dos quais ainda se aguarda a liberação, mesmo que apenas para dois deles a esperança de estarem vivos é corroborada por elementos recentes. São eles: o padre Paolo Dall'Oglio, sequestrado em Raqqa, Síria, em 29 de julho de 2013; o missionário Pier Luigi Maccalli, sequestrado no Níger na noite entre 17 e 18 de setembro de 2018 (e que talvez esteja na companhia de outro italiano de quem não se tem notícias há muito tempo, Nicola Chiacchio) e três vendedores ambulantes napolitanos, Raffaele Russo, seu filho Antonio Russo e seu neto Vincenzo Cimmino, desaparecidos no México desde 31 de janeiro de 2019 e sobre cuja sorte são feitas várias conjeturas: "A Itália não deixa ninguém para trás - disse o ministro do Exterior Luigi DiMaio ontem - trabalharemos para trazer todos de volta para casa".

A reportagem é de Giampiero Gramaglia, publicada por Il Fatto Quotidiano de 11-05-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Pier Luigi Maccalli, nascido em Madignano, na província de Cremona, atuava no Níger em nome da Sociedade de Missões Africanas. Ele foi sequestrado em Bomoanga, na fronteira entre Níger e Burkina Faso: de acordo com algumas reconstruções, ele teria sido primeiro roubado e depois levado de carro para Burkina Faso. Não se sabe onde ele estaria agora. Segundo o ministro de Burkina Faso, que falou com a Rainews há mais de um ano, ele teria sido levado de volta ao Níger, mas não há certeza. Em março, Avvenire anunciou a existência de um vídeo, no qual Maccalli estava com Chiacchio: "Meu nome é Pier Luigi Maccalli, de nacionalidade italiana e hoje é 24 de março - se ouvia no áudio - Meu nome é Nicola Chiacchio". O jornal informava que também tinha obtido uma foto: os reféns são vistos sentados lado a lado. Maccalli de óculos escuros, a habitual barba branca e um vestido tradicional. Chiacchio, também vestido em estilo africano, com barba longa.

A promotoria de Roma adquiriu o vídeo: o promotor Sergio Colaiocco vem conduzindo uma investigação há muito tempo, na qual se sugere o crime de sequestro por terrorismo pelo ISIS. A Unidade de Crise acompanha os casos de Maccalli e Chiacchio, mantendo contatos regulares com suas respectivas famílias e convida à maior reserva. O superior da Société des Missions Africaines - SMA, congregação religiosa de Maccalli, padre Antonio Porcellato, expressou "alegria e esperança", mas convidou todos a permanecer "cautelosos e atentos".

O sequestro do padre Dall'Oglio, jesuíta, foi atribuído, desde o início, a elementos do ISIS. O sacerdote de 64 anos havia vivido na Síria por quase trinta anos e era conhecido por ter fundado a comunidade monástica católica-síria de Mar Musa, ao norte de Damasco: expulso do país em 2011 por ordem de Bashar al Assad, porque havia se reunido com ativistas da oposição, ele voltou em 2013. Ao longo dos anos, várias fontes afirmaram que Dall'Oglio havia sido morto, mas a notícia nunca foi confirmada; outras fontes o consideram vivo. No ano passado, especulou-se que estivesse entre os reféns que o ISIS mantinha no reduto de Baghuz, que nesse meio tempo acabou caindo; algumas semanas antes, o Times havia escrito que o padre ainda estava vivo. Há uma semana, no entanto, as notícias da descoberta de uma caverna cársica ao norte de Raqqa suscitaram preocupações e temores: o ISIS teria jogado os corpos de prisioneiros e/ou sequestrados.

Os operadores da Human Rights Watch já confirmaram a existência de corpos em estado de decomposição na cratera, que, no entanto, não foram identificados. O “sumidouro natural”, a 85 km de Raqqa, é uma vala comum jihadista: antes da guerra civil, a cratera era uma das atrações naturais da região, conhecida pelo nome árabe de al-Hota. Raffaele Russo, seu filho Antonio e seu neto Vincenzo Cimmino estão desaparecidos no México desde 31 de janeiro de 2019. Os três, oriundos de Nápoles, vendedores ambulantes, desapareceram em Tecalitlán, cerca de 600 km a oeste da Cidade do México. Por seu sequestro, quatro policiais foram indiciados, um dos quais uma mulher, culpados por tê-los presos e vendido a uma quadrilha de criminosos locais. O processo está em andamento, mas no início de fevereiro, foi libertado José Guadelupe Rodriguez Castillo, conhecido como el Quince, preso em julho de 2018 sob a acusação de ser o idealizador e mandante.

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