Energia solar no deserto do Saara poderia suprir todo o consumo mundial

Usina solar fotovoltaica instalada no deserto de Atacama, no Chile. | Foto: Divulgação

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28 Junho 2019

O potencial elétrico da energia solar já permite a milhões de pessoas ao redor do globo gerarem a própria energia, mas um único projeto instalado no maior deserto do mundo poderia suprir todo o consumo mundial.

A reportagem é de Ruy Fontes, publicada por EcoDebate, 27-06-2019.

É o que afirma o professor e PhD em matérias nucleares Mehran Moalem, em entrevista concedida para o site da revista americana Forbes, na qual calcula que apenas 1,2% do território do Saara coberto por placas solares seria o suficiente para abastecer todo o mundo.

Moalem explica que a extensão territorial do deserto, em conjunto com seus fatores climáticos únicos, mais precisamente a forte e longa incidência solar diária, que entrega cerca de 2 a 3 kilowatts-hora de energia por m², segundo cálculos da NASA, tornam o Saara uma usina solar mundial em potencial.

Dessa forma, ele calcula que um espaço de 355 km² do deserto, que se estende por mais de 9 milhões de km², seria suficiente para gerar 17,4 Terawatts de energia, equivalente ao consumo elétrico da população do planeta em 2018.

Mesmo com o potencial da fonte solar e a viabilidade das placas solares, no entanto, o especialista alega que o projeto ainda enfrentaria várias barreiras, como o custo total aproximado de 5 trilhões de dólares para a sua construção.

Enquanto o projeto não sai teoria, mais pessoas a cada ano adquirem seu kit de energia solar residencial para aproveitar as vantagens da tecnologia, sendo a economia de até 95% na conta de luz e a liberdade da inflação energética as principais delas.

No Brasil, que em menos 7 anos acumulou mais de 84 mil sistemas solares instalados, a tecnologia se espalha de forma acelerada, com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estima um público de 886.700 brasileiros com energia solar até 2024.

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