Acusar o papa de heresia é a ''pior coisa que pode acontecer na Igreja'', diz cardeal Müller

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21 Mai 2019

Acusar o papa de heresia é a “pior coisa que pode acontecer na Igreja do Deus vivo”, diz o ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Gerhard Müller.

A reportagem é de The Tablet, 17-05-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Müller, defendeu o Papa Francisco contra as acusações de heresia que foram feitas contra ele, mas advertiu contra a idealização de Francisco.

“Acusações de heresia contra o representante da verdadeira fé revelada em Cristo são as piores coisas que podem acontecer na ‘Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade’ (1Timóteo 3, 15)”, disse Müller ao jornal alemão Die Tagespost, em 16 de maio, em uma longa entrevista sobre a atual situação da Igreja, intitulada “Tempo para uma palavra clara”.

É “principalmente errado” culpar o papa por tudo que está errado na Igreja hoje, disse ele, mas os correspondentes protestos públicos por parte de “teólogos renomados” devem ser respondidos. As preocupações deles são compreensíveis, e o desejo de maior clareza quanto às declarações do papa é justificado, mas os meios que os teólogos escolheram não o são. “Seria importante que o Santo Padre mandasse a Congregação para a Doutrina da Fé – e não a Secretaria de Estado, ou jornalistas ou teólogos com os quais ele tem boas relações – publicar um esclarecimento oficial”, enfatizou Müller.

As falhas nos recentes documentos papais, em sua opinião, foram causadas pelo fato de os documentos terem sido preparados por “pessoas que podem muito bem ser amigas do papa, mas não são nem oficial nem profissionalmente qualificadas teologicamente. Elas assumiram um pesado fardo de culpa sobre si mesmas, causando irritações que prejudicaram muito o papa e o papado”.

O fato é que a Igreja, neste momento, está passando por uma das piores crises de toda a sua história, reconheceu Müller. Ela não continuaria existindo se a Igreja se tornasse uma “ONG político-religiosa” e relativizasse a fé revelada a ela por Jesus Cristo e a sua doutrina moral, ou abandonasse completamente ambas as coisas por completo, sublinhou.

Perguntado sobre o que ele aconselharia o Papa Francisco para responder às “dubia” dos cardeais que ainda esperavam por uma resposta dele, Müller disse que todo o caso nunca deveria ter se tornado público, mas deveria ter sido resolvido internamente. “Acreditamos na única Igreja de Cristo unida na fé e no amor”, disse.

Ele novamente advertiu contra as divisões internas da Igreja. É errado “celebrar o Papa Francisco como o melhor papa da história da Igreja, em detrimento de todos os seus antecessores”. “Toda a conversa” sobre a oposição a Francisco veio de “ideólogos que querem levar a Igreja para o abismo”. Chegou a hora de o Papa Francisco “dizer uma palavra clara sobre a unidade de todos os católicos na fé revelada”, sublinhou Müller.

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