Haiti. Porto Príncipe paralisada no oitavo dia consecutivo de protestos pela renúncia do presidente Jovenel Moise

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17 Fevereiro 2019

A capital haitiana permanece com as escolas e bancos fechados, assim como os negócios e as estações de combustíveis, que temem por mais saques como os que se produziram nos protestos, nas quais ao menos nove pessoas morreram.

A reportagem é publicada por Página/12, 15-02-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O Haiti entrou na quinta-feira ao seu oitavo dia consecutivo de paralização e protestos reivindicando a renúncia do presidente do país, Jovenel Moise, situação que está provocando perdas milionárias a diferentes setores.

A capital do empobrecido país, Porto Príncipe, segue paralisada, com as escolas e os bancos fechados, assim como os negócios e as estações de combustíveis, que temem mais roubos como os que ocorreram nos dias de protestos, nos quais ao menos nove pessoas morreram nos violentos distúrbios.

Na exclusiva zona de Petionville, ao sudeste da capital, alguns negócios se animaram essa quinta para abrir suas portas, mas o transporte público ao igual que no resto da capital, é praticamente nulo, enquanto a situação segue se deteriorando.

Os 78 detidos na prisão da cidade de Aquin, uma pequena cidade costeira do sul do Haiti, escaparam nessa terça-feira, confirmou o porta-voz da política nacional. Uma investigação se iniciou para determinar as circunstâncias precisas da fuga. Segundo testemunhos, uma manifestação contra o presidente Jovenel Moise ocorrie frente à comissária vizinha à prisão de Aquin, uma cidade de uns 100 mil habitantes.

Os promotores dos protestos anunciaram mais mobilizações para quinta-feira, ao tempo que voltaram a rechaçar qualquer tipo de conversas com o presidente Moise, que permanece em silêncio desde sábado quando fez um chamado ao diálogo. Os protestos, convocados pelo Setor Democrático e Popular, integrado por líderes de partidos de oposição e por grupos populares, se iniciaram em 7 de fevereiro, coincidindo com o segundo aniversário da chegada à presidência de Moise, um empresário do setor bananeiro que chegou ao poder sem experiência na política.

As manifestações, que aumentaram a insegurança nessa nação caribenha e provocado um clima de caos e incerteza, se produzem em meio a uma severa crise econômica, que se agravou esse ano por uma forte desvalorização do gourde, a moeda oficial do Haiti, e pela crise de eletricidade derivada da escassez da gasolina.

A economia do Haiti, onde mais da metade dos 10 milhões de habitantes sobrevive com menos de 2 dólares diários, cresceu apenas 1,4% em 2018, uma das mais baixas da região e abaixo dos 2,2% que se prognosticou no início do ano passado e que depois foi reduzido a 1,8%. Os manifestantes também exigem justiça nas supostas irregularidades no programa Petrocaribe, pelo qual a Venezuela subministra petróleo a preços baixos para o país.

Uma auditoria apresentada na semana passada pelo Tribunal de Contas revelou irregularidades entre 2008 e 2016 nesse programa e apontou 15 ex-ministros e atuais funcionários que estão envolvidos nesse caso, assim como uma empresa que dirigia Moise antes de chegar à presidência.

Por sua parte o governo canadense decidiu ontem fechar temporariamente sua embaixada em Porto Príncipe frente aos protestos antigovernamentais que estão sacudindo as principais cidades do Haiti, em momentos em que uma centena de turistas do Quebéc não podem sair do país caribenho.

"Devido à incerteza atual, a Embaixada de Porto Princípe está fechada. Continuaremos avaliando a situação nos próximos dias para garantir que nossos diplomatas e suas famílias estejam a salvo”, sustentou o Ministério das Relações Exteriores do Canadá em um comunicado. Os novos enfrentamentos entre a polícia e os manifestantes opositores deixaram ao menos uma morte na quarta-feira em Porto Príncipe. Ao menos sete pessoas perderam a vida desde que começaram os protestos. Em meio aos protestos se registraram situações de violência com armas de fogo e o bloqueio de várias rodovias por parte dos manifestantes que instalaram barricadas.

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