Leigos franceses pedem ao Papa a convocação de um “Concílio do Povo de Deus”

Foto: PixaBay

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29 Novembro 2018

“Ao ouvir a todos – leigos e clérigos –, não poderia ser restaurada a credibilidade destruída?”

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 28-11-2018. A tradução é de André Langer.

“Reunir com o mesmo nível de igualdade representantes do Povo de Deus, homens e mulheres, leigos e clérigos, seria um sinal de sua disposição para enfrentar uma profunda renovação da Igreja e reforçaria a confiança em seus membros”. Este é o propósito deste pedido, na forma de uma carta aberta ao Papa Francisco, feito pela Conferência Católica de Batizados de Língua Francesa, e que está sendo apoiado por cristãos de base de todo o mundo.

Na Espanha, a divulgação do documento foi organizada pela Redes Cristianas. Nele se condena o “clericalismo” como uma das causas dos “escândalos na Igreja relativos aos abusos sexuais de menores por parte de sacerdotes”. Assim, faz-se um pedido claro: “Pedimos-lhe sinceramente a convocação de um Concílio do Povo de Deus, onde leigos e clérigos possam discutir, em pé de igualdade, como acabar com a estrutura de poder eclesiástico”. Uma demolição do edifício curial a partir de dentro, e com homens e mulheres, em pé de igualdade, como protagonistas.

Um sonho? A verdade é que a iniciativa acontece depois que o próprio Papa Francisco pediu “aos batizados para que ajudem a resolver o problema”. “Queremos atender ao seu chamado”, aponta o manifesto, que incentiva “a mobilização dos batizados na vida da Igreja”, a necessidade de “ter audácia” para “inverter a pirâmide” e apostar na “primazia do sacerdócio comum de todos os fiéis”.

Uma aposta que se dá em um momento particularmente delicado para a Igreja católica em todo o mundo, que vive uma cascata de denúncias e obscurantismo diante dos abusos. “Hoje, a credibilidade da nossa Igreja não é apenas atacada, mas também está esfarrapada. E com a perda de confiança, a barca da Igreja está afundando. Sacerdotes e leigos, todos estamos perdendo credibilidade para anunciar o Evangelho”, admite o comunicado, que aponta a obrigação de todos os cristãos, não apenas os sacerdotes, de “dar a conhecer nossas convicções, opiniões e sugestões para a nossa Igreja”.

Este Concílio, conclui a petição, “seria um momento de verdade para oferecer à nossa Igreja as condições para um verdadeiro renascimento e para definir um novo futuro compartilhado pelo conjunto dos fiéis de hoje e do futuro”.

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