Sofrer na Igreja e pela Igreja ou como "assistentes" falam (mal) sobre ela. Em memória de Arturo Paoli, 3 anos depois de sua morte

Arturo Paoli | Foto: Reprodução YouTube

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Agosto 2018

Há duas semanas foi o III aniversário da morte de Dom Arturo Paoli, cuja vida mais que centenária também foi sofrida na Igreja, que ele sempre serviu desde o início dos anos 1950 na Ação Católica de Carlo Carretto e Mario Rossi - verdadeiros profetas do nosso tempo - até o fim. Saber que ele é hoje amado e estimado pelo Papa Francisco mostra que realmente é "caminhando que se abre o caminho", mesmo para as esperanças mais ousadas. Não foi sempre assim para ele. Basta lembrar que no final de 2005, das autoridades eclesiásticas veio o veto à sua participação em Trento em uma Conferencia da Pax Christi (29-31/12)! Destino comum aos profetas, desde que seja lembrado que na fé o verdadeiro profeta não é quem anuncia o futuro, mas quem denuncia o presente. É válido para todos? Sim, mas com exceções.

A reportagem é de Gianni Gennari, publicada por Avvenire, 28-07-2018 . A tradução é de Luisa Rabolini.

Ontem, por exemplo, na manchete no "Tempo" (primeira página e ampla reportagem interna) li na reportagem de Marcello Veneziani que "A Igreja tem três inimigos." Ao percorrer as linhas descobri que os dois primeiros são "a invasão islâmica" e o "materialismo ateu", mas depois li "O mais perigoso está na casa", e de fato é ... "a Igreja de Bergoglio!” Será que o intelectual algum dia poderá nos esclarecer de qual "outra" Igreja se trataria? A seguir, ele mistura a imigração apenas como um perigo, a pedofilia nas fileiras do clero e acusações lunares ao Papa Francisco. E a lista continua alimentada a gosto e fantasia, até que o bom colega se sai com essa: "É algo abominável ao que nunca deveríamos assistir ... e com o silêncio cúmplice das máximas autoridades eclesiásticas..."! O autor revela que para a Igreja reunida em torno do Papa hoje todo o Mal estaria em uma única realidade: "o nazismo"! Parece quase que estamos sonhando, mas esse assistir funciona como um papel tornassol: às vezes nas páginas se escreve sobre coisas que você não vive e para as quais, na realidade, nada se faz além de assistir. Muito pouco. E dá para ver os resultados.

Leia mais