Papa em Corviale, periferia de Roma: um mosteiro entre degradação e marginalização

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16 Abril 2018

As câmeras da emissora da Conferência Episcopal Italiana entram na estrutura criada por uma comunidade contemplativa inserida em um edifício na periferia de Roma. Um oásis de oração e de recolhimento.

A reportagem é de Tv2000, 15-04-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Para o Pe. Gabriele, “o Serpentone unifica e esmaga a vida das pessoas. Trouxemos um pouco de cor ao cinza do cimento”.

Um mosteiro dentro do “Serpentone” de Corviale, na periferia oeste de Roma, para onde o Papa Francisco se dirigiu em visita à paróquia de São Paulo na Cruz. Um lugar de oração entre as famílias que, ao longo dos anos, ocuparam ilegalmente as casas.

As câmeras da TV2000 entraram na estrutura, documentando um verdadeiro oásis de paz e recolhimento. No “Serpentone”, desde 1992, após a visita de João Paulo II à paróquia de São Paulo da Cruz, vive a Fraternidade da Encarnação, uma associação de sacerdotes diocesanos nascida em Florença, no pós-Concílio, que tem como carisma a evangelização das regiões periféricas.

“Chamam-no de ‘Serpentone’ – comentou o Pe. Gabriele Petreni, sacerdote da Fraternidade da Encarnação aos microfones da vaticanista do Tg2000, Cristiana Caricato – mas, na realidade, é uma estrutura linear que se estende em linha reta. É algo de particular que unifica e esmaga a vida das pessoas, torna-as todas iguais. A feiúra da estrutura arquitetônica inevitavelmente cria um preconceito contra as pessoas que moram lá. Ninguém diz ‘Eu gostaria de ir morar lá, porque aquele é um lugar feio e quem mora lá também deve ser feio’”.

Os sacerdotes optaram por morar no primeiro lote, no quarto andar, onde estão as famílias que ocuparam ilegalmente os apartamentos. Há um mosteiro com uma capela. Os padres compartilham a vida das famílias que moram em Corviale, incluindo desconfortos e marginalizações. Ao mesmo tempo, eles ajudam a estabelecer relações humanas em um lugar onde é difícil criar solidariedade. Uma comunidade contemplativa inserida em um prédio da periferia.

“As pessoas – continuou o Pe. Gabriele – conservaram essa estrutura por anos. As mulheres, as mães, nos primeiros anos, faziam a ronda por noites inteiras para defender o lugar do tráfico de drogas. Conservaram e lavaram as escadas durante anos desse bairro, que são confiados à gestão voluntária. São quilômetros de escadas, não há uma empresa de limpeza, não há um porteiro. Devemos agradecer ao nosso carteiro porque com uma paciência e uma dedicação infinitas vem nos trazer a correspondência que, de outra forma, seria perdida”.

“Em um contexto de sujeira – concluiu o Pe. Gabriele –, às vezes de degradação, com este cinza que destrói todas as outras cores, este nosso terraço maravilhoso com vista para os campos romanos, muito bonitos, se prestou a ser transformado em um corredor de um mosteiro moderno, mas, mesmo assim, de um mosteiro. A madeira, por exemplo, equilibrou o cimento, e as cores dos materiais são aquelas que haviam sido pensadas originalmente pelos arquitetos desde o início”.

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