Cardeal Ravasi: Igreja “é também carne, atenção à pobreza, serviço”

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06 Março 2015

“Divindade” e “carne” são as “duas fisionomias” de Cristo que a Igreja deve “conservar ininterruptamente” para um testemunho “autêntico“ no horizonte complexo da secularização. É disso convicto o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho da Cultura, o qual interveio nesta manhã na apresentação da convenção internacional “Renewing the Church in a Secular Age” [Renovando a Igreja numa Idade Secular], organizando pelo Council for Research in Values and Philosophy [Conselho para Pesquisa em Valores e Filosofia] e pela Pontifícia Universidade Gregoriana, sob o alto patrocínio do Pontifício Conselho (na Universidade Gregoriana, 4-5 de março), e pelo evento do “Cortile de gentili” [Pátio dos pagãos] “A praça e o tempo”, em programa no dia 6 de março (no Centro de Estudos Americanos).

A reportagem foi publicada pela Agência SIR, 03-03-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

A Igreja, explicou Ravasi, deve “conservar ininterruptamente” a “sua estrutura de fundo que é aquela do seu fundador. De um lado a teofonia, a glória, a divindade, os temas últimos, o verbo”, mas a Igreja, “como o seu fundador, é também carne e, portanto atenção ao mal e à miséria do mundo, à pobreza e ao serviço da comunidade humana”. Isto, explicou Ravasi fazendo as honras da casa – a conferência de imprensa foi hospedada pelo dicastério vaticano – o objetivo do duplo encontro que verá como hóspede de exceção o filósofo de fama internacional Charles Taylor (McGill University), autor do célebre “A Secular Age”.

Na convenção o cardeal Ravasi tratará o tema “o Verbo se fez carne”, que também inspira o pavilhão da Santa Sé na Bienal de Veneza 2015. Um encontro não só acadêmico aquele na Gregoriana, precisou ele, mas que também envolverá os estudantes. Um dos empenhos do Pontifício Conselho da Cultura será, de fato, o envolvimento sempre maior “das jovens gerações nestes temas que também tocam a eles”.

Ravasi re-percorreu, portanto, o desenvolvimento do “pátio dos gentios”, experiência “agora já difusa em todo o mundo, mantida também em todas as metrópoles do leste europeu, tendo entrado também em lugares simbólicos do mundo secularizado, como Estocolmo e Washington”. Agora, anunciou, “estamos nos orientando para os pequenos que se encontram em cárcere com suas mães e freqüentam a escola materna  no interior de Rebibbia”. Por que, após o cosmólogo John Barrow e após lorde Chomsky, peritos em questões da linguagem, neste ano o encontro com Taylor? “Para testemunhar que o diálogo da Igreja católica com o mundo é possível e se tornou mais fácil também através da capacidade de comunicação do Papa Francisco”, sob a condição de “escutar, discernir, acolher e servir”, as quatro “coordenadas eclesiais” indicadas pelos promotores da convenção.

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