Chile. Protesto estudantil contra Piñera.

Foto: Franzisko Vicencio | Flickr

Mais Lidos

  • Flávio Bolsonaro diz que usará maioria no Congresso para mudar a Constituição e redemocratizar o país

    LER MAIS
  • Teólogo jesuíta italiano ministra terceira videoconferência do Ciclo A teologia da encarnação profunda (deep incarnation), promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, nesta quinta-feira, 08-10-2026, às 10h

    ‘Deep incarnation’ e o monismo relativo de Paolo Gamberini: “Nunca houve, não há e jamais haverá um Logos completamente separado da criação”

    LER MAIS
  • Ao analisar o colapso do pacto representativo, o professor adverte para os perigos ao sistema e defende a necessidade de projetos reais para reconquistar a esperança da sociedade

    Transe democrático: “Enquanto a extrema-direita for viável, eleições terão risco de desconstrução da ordem”. Entrevista especial com Luis Felipe Miguel 

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

21 Abril 2018

Milhares de estudantes e professores realizaram ontem uma massiva manifestação no Chile. Foi o primeiro protesto desde que assumiu o presidente conservador Sebastián Piñera. Ao fim ocorreram incidentes e detidos pelos enfrentamentos com a polícia.

A reportagem é do Página/12, 20-04-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A marcha foi convocada pela Confederação Nacional de Estudantes do Chile (Confech) para exigir o fim do lucro na educação, entre outras demandas. Os jovens consideram que a educação superior segue transformada em um negócio e denunciam que milhares de estudantes e suas famílias estão endividados com os bancos, ao qual se veem obrigados a apelar para terem educação. “As exigências do movimento estudantil seguem vigentes e seguem sendo as mesmas”, disse Sandra Beltrami, uma das porta-vozes da Confech. “Queremos estar nas aulas, queremos ter classes, queremos estudar uma graduação para assim ser alguém na vida e ter uma profissão como muitas pessoas neste país, e não podemos fazer porque segue existindo o lucro no Chile”, agregou a dirigente.

Repressão dos Carabineros com gás lacrimogêneo em Santiago | Foto: Franzisko Vicencio | Flickr

Os organizadores estimaram em aproximadamente 120 mil participantes na manifestação que se realizou pelas ruas centrais da capital Santiago, enquanto a Intendência Metropolitana apontou 30 mil pessoas. Protestos similares tiveram lugar nas principais cidades do país.

Na Alameda, a principal avenida de Santiago, estudantes universitários e secundaristas entoaram cantos ofensivos para Piñera, o falecido ex-ditador Augusto Pinochet e o atual ministro de Educação, Gerardo Varela. Em uma das esquinas da Alameda, onde os organizadores haviam montado um cenários para os discursos de encerramento da marcha, um pequeno grupo de manifestantes lançou pedras contra Carabineros (nota IHU On-line: Polícia Militar do Chile), que responderam com lançamento de água e gás lacrimogêneo. Entre os motivos do protesto figurou a resolução do Tribunal Constitucional que semanas atrás declarou inconstitucional o artigo da Lei de Educação Superior que proibia pessoas jurídicas com fins lucrativos de controlar uma instituição educativa.

Também o recente anúncio de Varela de que o governo retirará a iniciativa que a presidenta Michelle Bachelet enviou ao Congresso poucos dias antes de ser sucedida por Piñera, com a intenção de reformar um sistema de financiamento das graduações universitárias que permite que para cursá-las os alunos se endividem por até 20 anos.

Piñera apresentou na segunda passada um projeto de lei que busca estender a partir de 2019 a gratuidade na educação às famílias mais vulneráveis.

Leia mais