Estratégia de premiê britânica falha e partido Conservador perde maioria

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Junho 2017

O Partido Conservador, da primeira-ministra Theresa May, não conseguiu eleger a maioria absoluta dos deputados do Parlamento britânico nas eleições gerais realizadas na quinta-feira no Reino Unido.

A reportagem é publicada por BBC Brasil, 09-06-2017.

Apesar de os conservadores saírem da eleição como o maior partido no Parlamento, a agremiação não conseguiu obter os 326 assentos necessários para governar sem a necessidade de coalizão ou apoios pontuais negociados com os demais partidos.

Theresa May havia convocado eleições antecipadas com a intenção de aumentar sua maioria no Parlamento e se fortalecer para as negociações da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o chamado Brexit.

Ela assumiu o cargo no ano passado em substituição a David Cameron, que renunciou após sair derrotado no plebiscito que decidiu pela saída do Reino Unido da UE. O resultado significa uma grande derrota para a estratégia de May. Há menos de dois meses, quando as eleições foram convocadas, o Partido Conservador aparecia nas pesquisas com uma ampla margem de diferença em relação aos seus principais rivais, o Partido Trabalhista.

Muitos analistas previam então que os conservadores poderiam eleger uma bancada muito maior e ampliar consideravelmente sua maioria no Parlamento.

Com 649 dos 650 distritos contabilizados, os conservadores tinham 318 assentos, contra 261 do Partido Trabalhista.

Em um discurso após a divulgação dos primeiros dados, o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn pediu a renúncia da premiê. "Ela perdeu apoio, perdeu confiança, perdeu votos. Isso é suficiente para que ela saia", disse.

Segundo a editora de política da BBC, Laura Kuessenberg, porém, a primeira-ministra teria afirmado aos seus colegas de partido que pretende permanecer no cargo e formar um governo baseado no fato de que os conservadores foram o partido que tiveram o maior número de votos e que elegeu o maior número de deputados.

Não se sabe ainda se ela tentará negociar uma coalizão com outros partidos. Sem maioria, o Partido Conservador terá dificuldades para aprovar medidas - em um momento de complicadas negociações com a União Europeia.

Leia mais