Religiosos, Intelectuais e defensores dos direitos humanos pedem retirada de tropas da paz do Haiti

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06 Outubro 2011

Líderes religiosos, intelectuais e dirigentes de organismos de direitos humanos pediram, em carta enviada aos presidentes da República do Chile, Colômbia, Argentina, Brasil, Equador, Paraguai, Bolívia, Peru, Uruguai, El Salvador e Guatemala, a retirada das tropas desses países quer participam da força de paz da ONU no Haiti, conhecida como Minustah.

A informação é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 05-10-2011.

Há mais de sete anos, tropas desses países integram uma “suposta operação de paz” numa ocupação militar “injustificada e imoral” que viola a soberania e a dignidade do povo do Haiti, afirmam na carta.

As tropas do Minustah realizaram várias incursões violentas em diversos bairros da capital haitiana, “numa clara estratégia de construção de um ‘inimigo’, centrada na perseguição das periferias pobres”.

A denúncia de estupro cometido por soldados uruguaios da força de paz da ONU “levantou o véu sobre um padrão tenso de violação dos direitos humanos”, dizem os missivistas.

O documento leva a assinatura do Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, da Argentina, do Prêmio Nobel Alternativo da Paz, Martín Almada, do Paraguai, do escritor argentino Juan Gelman, do escritor uruguaio Eduardo Galeano e  do bispo emérito dom Pedro Casaldáliga, do Brasil.

Eles destacaram que líderes de países que enviaram tropas ao Haiti dizem defender valores progressistas, mas são, na verdade, executores de uma agenda imperialista no Haiti.

O Conselho de Segurança da ONU deverá emitir resolução, até o dia 15 próximo, renovando, pela sétima vez, o mandato anual que prevê a presença de tropas de paz no Haiti.

Os líderes que protestam contra essa presença militar no país caribenho propõem a adoção de um cronograma que preveja a retirada rápida das tropas estrangeiras do Haiti. A manutenção do Minustah absorve 800 milhões de dólares por ano.