Dom Casaldáliga lidera campanha de solidariedade aos mapuches chilenos

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25 Janeiro 2012

"Unimos nossa voz e nossa solidariedade ao clamor do povo mapuche. Basta de genocídio amparado por calúnias rasteiras e por interesses neoliberais".

A reportagem é do sítio Religión Digital, 23-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Unimos nossa voz e nossa solidariedade ao clamor do povo mapuche e de todas as pessoas e entidades que se unem a esse clamor. Basta de genocídio amparado por calúnias rasteiras e interesses neoliberais. A luta do povo mapuche faz parte da grande luta de todos os povos da Nossa América. São 500 anos de resistência, hoje mais consciente, mais organizada, mais invencível".

O apelo é de Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, Mato Grosso, Brasil. Junto com uma longa lista de personalidades civis e religiosas em apoio à causa mapuche.

[Veja aqui a lista dos signatários.]

Uma causa que a revista Puntofinal apresenta assim:

"Do território mapuche, chegam diariamente informações que falam de abusos que sacodem as consciências em nosso país e no mundo. A militarização de La Araucanía deixou um rastro de repressão policial, invasões brutais e castigos humilhantes a mulheres, homens, idosos e crianças.

"O governo do empresário Sebastián Piñera e, especialmente, do seu ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, revelam um racismo intolerável no marco de uma democracia respeitosa dos direitos humanos.

"Usando os incêndios florestais como desculpa, o governo se precipitou a acusar sem prova nenhuma as organizações mapuches de serem responsáveis desses sinistros. Trata-se de uma manobra destinada a abusar da Lei Antiterrorista, vergonhoso legado ditatorial com que o Estado se enfurece contra homens e mulheres que lutam por sua terra e sua dignidade.

"Solidarizamo-nos com os irmãos mapuches que voltam a ser vítimas da repressão, da perseguição e do racismo do Estado chileno. Estendemos o nosso afeto a cada um dos presos mapuches perseguidos por sua valorosa e justa luta.

"Exortamos o governo a retirar as tropas policiais que ocupam a região e que levaram dor e mais sofrimentos ao povo mapuche, vítima da pobreza e da discriminação.

"Denunciamos a política racista e genocida do Estado, cujo comportamento é ditado por seu compromisso com as empresas florestais que usuparam grandes extensões de terras ancestrais.

"Convidamos a enviar mensagens de adesão aos membros mapuches reclusos na prisão de Angol e a lhes expressar a sua solidariedade visitando-os na prisão".